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Mostrando postagens com o rótulo Festas e Baladas

[2011] Jornada Pela Irlanda — Parte II: A Arte de Recomeçar

Hoje dou início aos reposts desta segunda etapa da minha jornada. Reabrir esta memória me faz lembrar que nem toda partida precisa de grandes celebrações para ser inesquecível. Nesta segunda etapa, em mais uma despedida, não tive festinha nem fotografias. Passei o meu último final de semana no Brasil com uma amiga da época — cujas vidas, com o passar do tempo, seguiram caminhos diferentes. Fomos à praia e, na véspera da viagem, sentia aquele friozinho na barriga misturado com uma ansiedade enorme — uma sensação curiosa, pois, mesmo sabendo exatamente para onde estava indo, o ato de reembarcar sempre traz um mistério próprio. A viagem para a Irlanda acabou sendo muito agradável, em grande parte porque vim conversando com o passageiro que sentou ao meu lado. Ao pousar na França, perdi o voo de conexão para Dublin em Paris. Em vez de estresse, remarquei a passagem para o último voo do dia e aproveitei o imprevisto para fazer um passeio espontâneo por Paris na companhia desse meu novo amig...

Atualização 2026: Lembranças de um Arraiá em Dublin

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Sabe quando uma lembrança simples salta do arquivo do blog e faz o coração aquecer de saudade? Revisitando os registros do meu tempo na Irlanda, me deparei com o post desse Arraiá brasileiro em terras irlandesas. Olhando para trás, vejo como a nossa comunidade em Dublin sempre dava um jeito impecável de abraçar a própria cultura e criar um pedacinho do Brasil no meio do frio europeu. Naquele dia, lembro como se fosse hoje: a festa estava animada, cheia de risadas e abraços, mas a minha memória afetiva só conseguia pensar em uma coisa... nas comidas típicas! A vontade de comer uma canjica quentinha, um bolo de fubá bem fofinho, paçoca e pé de moleque era quase um desejo físico! Faltaram os quitutes de casa, é verdade, mas o calor humano deu conta do recado. E o que tornava aquele momento ainda mais inesquecível era o contexto: naquela mesma semana, o meu grande amigo Hertz tinha acabado de desembarcar do Brasil para começar a sua jornada de estudos na Irlanda. Aquele Arraiá foi a primei...

Carnaval na Irlanda: O Samba em Outras Latitudes

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Olhando em perspectiva, lembro-me bem daquele março de 2011 e do mistério que era passar o Carnaval, pela primeira vez na vida, longe do calor e da energia do Rio de Janeiro. Apesar da distância geográfica, nós, brasileiros na ilha, não poderíamos deixar essa data tão marcante da nossa cultura passar em branco. Festejamos de um jeito diferente, adaptado ao frio e ao acolhimento dos espaços fechados, mas com uma alegria que preencheu a noite. Reunimo-nos no apartamento de um brasileiro em Dublin — um grupo que eu ainda não conhecia e ao qual fui apresentada pela Gaby. O esquema era o clássico e democrático collaborative style: cada um levava suas bebidas e um aperitivo para compartilhar. A trilha sonora daquela noite foi uma verdadeira viagem pelo Brasil. Curiosamente, o forró dominou a pista, mas abrimos espaço para o funk e o samba, em uma carinhosa homenagem a mim e à Gaby, já que éramos as únicas cariocas da turma. Não faltou o axé, para a alegria dos muitos baianos presentes, e, cl...

Temple Bar: Muito Além do Cartão-Postal

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Quando pensamos em Dublin, a primeira imagem que costuma vir à mente é a fachada vermelha icônica do pub mais famoso da cidade. Mas, olhando para trás com a perspectiva de hoje, em 2026, entendo que o Temple Bar é muito mais do que um circuito turístico de cerveja cara; é um sobrevivente histórico que pulsa no coração da capital irlandesa. Situado na margem sul do Rio Liffey, o bairro é um dos poucos locais de Dublin que preservou quase intacta a sua planta medieval, caracterizada por ruas estreitas, sinuosas e pavimentadas com paralelepípedos. A origem do seu nome ainda divide opiniões: a hipótese mais provável é que derive da família Temple, que residia naquela região no século XVII, embora existam teorias de que tenha sido uma imitação do Temple Bar de Londres. O registro oficial do nome aparece pela primeira vez em um mapa datado de 1673. Durante o século XIX, a popularidade da região entrou em declínio lento e contínuo. Já no século XX, o Temple Bar sofria com a decadência urbana,...

Balada em Dublin: A Noite Icônica na The Church (Memórias de 2010)

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Quando o assunto é a vida noturna de Dublin, preciso fazer um parêntese: olhando com o distanciamento de 2026, confesso que já não estou nem um pouco antenada sobre quais são as baladas que estão bombando por lá atualmente. Mas se você quer saber como funcionava a noite na Irlanda na minha época, em 2010, existia um lugar que era parada obrigatória e que marcou o meu intercâmbio: a The Church. Estive lá logo nas minhas primeiras semanas e adorei a experiência! O prédio costumava ser uma igreja de verdade, chamada St. Mary’s Church of Ireland, que foi desativada em 1964. Assim como na maioria dos países da Europa, onde existem muitos prédios históricos tombados, a estrutura imponente permanecia idêntica por fora, mas a função passava a ser outra. Localizada bem no coração da zona comercial de Dublin, ela é enorme e dividida em cinco configurações diferentes espalhadas por quatro níveis. É um lugar superanimado, extremamente bonito, organizado e bem decorado. O Dress Code e o Truque do C...

Revisitando meu Diário: O dia em que virei Au Pair na Irlanda

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Quando abro os meus arquivos de 2010 e releio o início do meu diário de Au Pair, sinto uma onda de afeto por aquela Luciana de trinta anos. Para o e-book (que já está em construção!), optei por trazer uma versão mais fluida e essencial dos meus sentimentos daquela época. Por isso, faço questão de ressaltar que os relatos originais, com todos os seus detalhes minuciosos — as birras diárias das crianças, os meus erros engraçados de inglês (como confundir smart com smiles) e o dia a dia sem filtros —, continuam preservados exatamente como foram escritos aqui no meu blog desde 2010. Se você tiver curiosidade de acompanhar os bastidores nus e crus daquela rotina — e ver como começou a minha história com a minha doce Brónagh, que hoje já é uma mulher de 22 anos —, o blog continua ativo como o nosso verdadeiro ponto de encontro com o passado. No livro, prefiro te guiar pela essência da transformação que essa experiência me trouxe. Lembro que, logo nos primeiros dias na nova função, decidi doc...

Atualização 2026: Oktoberfest Dublin

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Dublin tem uma atmosfera única no outono. O mês de outubro na Irlanda é mundialmente conhecido pelo Halloween, mas eu mal havia me instalado e descobri que a cidade também abraçava a Oktoberfest de 2010. O festival alemão de cerveja acontecia no George’s Dock, bem em frente ao Rio Liffey, trazendo um colorido diferente para o IFSC, o centro financeiro da cidade. Eu nunca tinha ido a uma Oktoberfest no Brasil e muito menos em Munique, então, mesmo com o termômetro despencando, decidi que não poderia perder a oportunidade. Havia, porém, um detalhe curioso: eu não bebo cerveja. Mas quem é intercambista recém-chegado entende perfeitamente o meu movimento. Eu não estava indo pela bebida; eu estava indo pelo pertencimento. Fui para ver o movimento, tirar fotos e, acima de tudo, fazer amizades. Combinei de ir com a Gaby — uma das conexões que o ambiente de intercâmbio me trouxe — e mais algumas pessoas que eu estava conhecendo. Ali vivi meu primeiro perrengue clássico em solo irlandês: enfren...

Saint Patrick´s Day 2011!!

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Rememorando um dia especial!! 17/03/2011 Hoje é dia de festa na Irlanda!! "O Saint Patrick Day  é normalmente comemorado no dia 17 de Março pelos países que falam a língua inglesa ,  tornou-se um feriado público no ano de 1903. É uma tradição e uma data muito festejada em diversos países, como a Irlanda, Inglaterra e Estados Unidos. As festividades, em home nagem ao santo padroeiro da igreja católica na Irlanda, são marcadas por festas com fortes referências ao país: cor verde, música, comidas, bebidas típicas e há um desfile de carnaval em todas as cidades da Irlanda. As pessoas se vestem de verde e sai pelas ruas usando acessórios como o trevo da sorte.  Saint Patrick  foi um bispo que espalhou a fé cristã e fundou mais de 300 igrejas na Irlanda. O trevo de 3 folhas, comum na Irlanda, era usado para explicar a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Por isso, a cor verde que lembra o trevo representa o Saint Patrick’s ...