O Que "Meu Nome é Agneta" e Morar Fora Me Ensinaram Sobre Nunca Ser Tarde Demais para Se Reencontrar

Recentemente assisti ao filme Meu Nome é Agneta (disponível na Netflix, baseado no livro de Emma Hamberg). A história acompanha uma mulher que, aos 49 anos, se sente estagnada, invisível e presa a uma rotina automática. Em uma decisão impulsiva, ela decide deixar a Suécia para trás e aceitar um trabalho na França. O que ela encontra lá não é exatamente o que esperava, mas é justamente o imprevisível que a força a desperta de volta para a vida, pro riso e pra liberdade. Assistir a essa jornada me fez refletir profundamente sobre a minha própria caminhada pelo mundo. Mudar de país ou sair da zona de conforto não é sobre fugir de quem somos, mas sobre descobrir quem podemos ser quando nos permitimos tentar algo novo. 1. O Misto de Medo e Liberdade Assim como a personagem do filme sente aquele frio na barriga ao cruzar uma fronteira para o desconhecido, quem já morou fora conhece bem essa sensação. A primeira vez que saí do Brasil foi para fazer meu intercâmbio em Portugal — meu berço ance...

Carnaval na Irlanda: O Samba em Outras Latitudes

Olhando em perspectiva, lembro-me bem daquele março de 2011 e do mistério que era passar o Carnaval, pela primeira vez na vida, longe do calor e da energia do Rio de Janeiro.

Apesar da distância geográfica, nós, brasileiros na ilha, não poderíamos deixar essa data tão marcante da nossa cultura passar em branco. Festejamos de um jeito diferente, adaptado ao frio e ao acolhimento dos espaços fechados, mas com uma alegria que preencheu a noite. Reunimo-nos no apartamento de um brasileiro em Dublin — um grupo que eu ainda não conhecia e ao qual fui apresentada pela Gaby. O esquema era o clássico e democrático collaborative style: cada um levava suas bebidas e um aperitivo para compartilhar.

A trilha sonora daquela noite foi uma verdadeira viagem pelo Brasil. Curiosamente, o forró dominou a pista, mas abrimos espaço para o funk e o samba, em uma carinhosa homenagem a mim e à Gaby, já que éramos as únicas cariocas da turma. Não faltou o axé, para a alegria dos muitos baianos presentes, e, claro, o sertanejo, que já começava a dominar as paradas na época.

Enquanto dançávamos até o limite do horário, por volta de uma da manhã, admito que era impossível não sentir uma pontinha de saudade dos amigos que acompanhavam os blocos e os desfiles no Brasil. Na Irlanda, o Carnaval não deixa rastro algum no ar: não há serpentina nas ruas, nem marchinhas ao vento. Para quem não é fã da folia, o sossego da ilha nessa época é um prato cheio; para nós, restar recriar o nosso próprio pedacinho de Brasil onde quer que estejamos.

É engraçado perceber como o tempo nos transforma. Naquela época, na Irlanda, eu gostava bastante de festas, baladas e da agitação do convívio. Hoje, o Carnaval já não tem mais o mesmo significado para mim. Há alguns anos, passei a não ligar mais para a folia e passei a buscar o caminho oposto: prefiro me refugiar em locais tranquilos, longe de qualquer som de Carnaval. Meus hábitos mudaram bastante. A busca por baladas deu lugar ao silêncio reconfortante dos retiros de meditação e ao acolhimento dos chalés no alto das montanhas — que se tornaram alguns dos meus lugares preferidos no mundo.

Ao Relembrar aquele sábado de festa improvisada no centro de Dublin em 2011, percebo como a vida é feita de fases. E, naquele momento, a letra antológica do Salgueiro de 1993 traduzia exatamente o que eu vivia:

“Sou mais um aventureiro rumo ao Rio de Janeiro... não chores pois vou sorrir... o tempo traz esperança e ansiedade, vou navegando em busca da felicidade... explode coração na maior felicidade... é lindo o meu BRASIL... contagiando e sacudindo este mundão!!”

Este vídeo eu gravei especialmente para a minha amiga Thalita, que adoraaaaaaa forró.
Mas atenção, a dança não é o meu forte tá!


Este vídeo é para vocês sentirem como foi o nosso carnaval caseiro, nada de blocos ou trio elétricos


Eu e Flávia

Eu, Priscila e Vinícius (que voltou ao Brasil ontem... voa, voa, vá direto pro seu ninho!!)



Pri, Gaby e Rodrigo





Eu, Gaby e Sandy


Comentários

  1. Ooooooooo Riqueza...me deixando com água na boca a milhaares de “milhas” do Brasil NE?!poooxa...e eu aqui que fui passar o carnaval no Cará e não tinha um forrozinho sequer...nenhuuum!! vc acredita?!Pois eu não acreditei!!!Lá no Canaval só rola Axé...so isso e nada mais!!Fiquei na vontade de meu querido Forró Lú...mas amanhaaa....aaaaa AMANHÃ!!Amanha já marquei a Feira Nordestina aqui no Rio e irei Lú..irei me acabar(se tudo sair como o planejado NE) e dançarei meu queridíssimo forró!!Tomara que eu encontre o “Valentino” por lá (lembra do Valentino Bailarino da feira Lú?kkk...)
    Então tooodo mundo da galerinha é do Nordeste?Só rola forró entre vcs??aaaa deve ser muito boa essa galera!!!rrsrsrsrs...me espera que eu to indooooooooooooooooooooo...rsrsrs....
    Mas me fale, desde quando a senhorita pula carnaval todo ano heim??que eu saia chupamos dedo no carnaval de 2009...e no 2010.???não passamos juntas...não lembro ´por onde andavas Lú..rsrs!!aaaa que delicia...provavelmente o Carnaval de vcs foi mais animado do que meu!!!hehe...
    Ai gente!!tão riqueza dançando!!!!rsrs..
    ADOREI o vídeo Lúuuu!!!
    Bjo!
    Saudades!
    Thatá.

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