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[2011] Jornada Pela Irlanda — Parte II: A Arte de Recomeçar

Hoje dou início aos reposts desta segunda etapa da minha jornada. Reabrir esta memória me faz lembrar que nem toda partida precisa de grandes celebrações para ser inesquecível. Nesta segunda etapa, em mais uma despedida, não tive festinha nem fotografias. Passei o meu último final de semana no Brasil com uma amiga da época — cujas vidas, com o passar do tempo, seguiram caminhos diferentes. Fomos à praia e, na véspera da viagem, sentia aquele friozinho na barriga misturado com uma ansiedade enorme — uma sensação curiosa, pois, mesmo sabendo exatamente para onde estava indo, o ato de reembarcar sempre traz um mistério próprio. A viagem para a Irlanda acabou sendo muito agradável, em grande parte porque vim conversando com o passageiro que sentou ao meu lado. Ao pousar na França, perdi o voo de conexão para Dublin em Paris. Em vez de estresse, remarquei a passagem para o último voo do dia e aproveitei o imprevisto para fazer um passeio espontâneo por Paris na companhia desse meu novo amig...

[2011] Voltando para a Irlanda — A Decisão de Continuar

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(Há 15 anos, eu estava no Brasil arrumando as malas para retornar a Dublin no dia 08/08/2011!) Revisitar este registro de agosto de 2011 é como abrir uma cápsula do tempo e reencontrar a mim mesma no meio de caixas, malas e sentimentos divididos. Depois de 32 dias de férias no Brasil, a "boa vida" estava chegando ao fim - Leia Aqui!   Comprei minha passagem de retorno para o dia 08 de agosto de 2011, escolhendo novamente a KLM, partindo do Rio de Janeiro com escala em Paris, tanto pelo preço quanto pela qualidade do atendimento.  Paguei R$ 1.813,00 na passagem de ida e volta — uma diferença de R$ 359,00 em relação à primeira compra, quase um ano antes. Olhando para trás com a perspectiva de hoje, esse valor impressiona: atualmente, esse mesmo trecho não sai por menos de R$ 6.000,00 . Ao arrumar as malas pela segunda vez, notei o quanto eu já havia mudado: sabia exatamente o que era essencial e o que realmente iria precisar do outro lado do oceano. Aqueles dias no Brasil foram...

Filmes e Séries Gravados na Irlanda: 10 Produções Famosas e Seus Cenários

Olhando para trás, lembro de quando escrevi aqui no blog, lá em 2011, sobre como a Irlanda servia de cenário para produções incríveis. Naquela época, eu já me maravilhava ao ver na tela as paisagens por onde eu caminhava no meu dia a dia. Revisitando essa lista com o olhar de hoje, percebo o quanto o cinema e a televisão continuam capturando a alma, a melancolia e a beleza estonteante da Ilha Esmeralda. Hoje, faço um resgate daquela publicação original com novos olhares e trago também produções recentes que expandiram ainda mais a presença da Irlanda nas telas do mundo inteiro. Os Clássicos que Já Amávamos em 2011 Apenas Uma Vez (Once, 2007) Com um orçamento modesto de apenas 130 mil euros, este drama musical naturalista rodado nas ruas de Dublin é uma verdadeira joia. Protagonizado por Glen Hansard e Markéta Irglová, o filme conta a história de um músico de rua e uma imigrante tcheca que se conectam profundamente através da música. Além do sucesso de bilheteria e crítica, a tocante ...

Os Bastidores de Vikings: Como a Irlanda Deu Vida à Saga dos Nórdicos

Olá, leitores! Quem acompanhou o sucesso estrondoso da série Vikings pode até ter pensado que as paisagens geladas, os fiordes dramáticos e as florestas densas exibidas na tela ficavam na Escandinávia. Mas a verdade é que o verdadeiro "lar" da produção foi a Ilha Esmeralda! A grande maioria das filmagens da série — e também do seu spin-off, Vikings: Valhalla — teve como palco as paisagens deslumbrantes da Irlanda. Para quem ama viajar e explorar a história por trás das telas, entender por que a Irlanda foi escolhida para dar vida ao universo nórdico revela muito sobre a magia e a versatilidade deste país. Ashford Studios e o Condado de Wicklow: O Coração das Filmagens A base principal de produção da série foi o Ashford Studios, localizado no Condado de Wicklow, conhecido carinhosamente como o "Jardim da Irlanda". Foi lá que o vilarejo fictício de Kattegat foi construído e reconstruído ao longo das temporadas. Além dos cenários em estúdio, o Condado de Wicklow oferec...

[2011] Sentimentos no Brasil: Estereótipos, Choques e a Imagem do Nosso País

Olhando para trás, resgatei uma memória marcante de 2011, durante um período de férias no Rio de Janeiro. Em uma dessas ironias perfeitas que só o destino é capaz de orquestrar, os pais das crianças para as quais eu trabalhava na Irlanda vieram ao Brasil para participar de uma competição militar do Exército. O alojamento deles ficava na Vila Militar do Rio de Janeiro, por pura coincidência, muito próximo da minha casa naquela época e, ao saberem da minha presença na cidade, ligaram-me para marcar um reencontro. Assim que cheguei ao local combinado, a primeira pergunta deles revelou a força dos hábitos culturais: quiseram logo saber onde ficava o pub mais próximo. Sorri ao responder que ali não tínhamos o conceito de pub tradicional e, diante da resposta, pediram para que eu os levasse a um McDonald's. O restaurante mais acessível exigia uma viagem de cerca de 20 minutos de ônibus — um trajeto que atravessava um trecho da zona norte carioca distante dos cenários paradisíacos dos car...

A Outra Face da Ilha: O Resgate da Memória e da Dignidade em Tuam

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Olá, leitores. Viver e amar a Irlanda significa também encarar com respeito e empatia as feridas profundas que marcam o seu passado. Recentemente, notícias sobre os trabalhos de exumação no antigo lar religioso em Tuam, no Condado de Galway, voltaram a chocar o mundo. O resgate dos restos mortais de dezenas de bebês — em uma vala comum que pode abrigar quase 800 crianças — traz à tona um capítulo sombrio da história recente da ilha. Para quem acompanha o blog, sabe que a minha conexão com a Irlanda passa pelas paisagens, pela cultura e pelo afeto, mas é impossível ignorar como a sociedade irlandesa se transformou ao confrontar as marcas deixadas pelas antigas instituições de acolhimento. O Contexto Histórico: Os Mother and Baby Homes Entre as décadas de 1920 e 1960, a Irlanda viveu sob um forte estigma social em relação às mulheres que engravidavam fora do casamento. Muitas jovens eram enviadas pelo Estado ou por exigência social para instituições conhecidas como Mother and Baby Homes ...

Revisitando a Arte de Encerrar Ciclos e Aceitar as Metamorfoses da Vida

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Olá, leitores! Revisitando os arquivos da minha jornada e as memórias daquele período de intercâmbio, reencontrei uma reflexão profunda que marcou um dos momentos mais decisivos da minha história longe de casa. Naquele momento em que eu me preparava para uma pausa e um mês de férias no Brasil, tomada por dúvidas sobre os próximos passos e o futuro da viagem, eu relia um texto que sempre me acompanhou sobre a arte de encerrar ciclos e transformar o próprio destino: "Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicaçõe...

O Segredo e a Magia do Trevo de Três Folhas: O Símbolo Ancestral da Irlanda

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Olá, leitores! Se há um símbolo que traduz a alma da Irlanda em qualquer canto do planeta, é o famoso shamrock — o trevo de três folhas. Sendo este um dos posts mais lidos aqui do blog, decidi trazer uma atualização especial, unindo a história tradicional ao lado místico e espiritual que faz este país ser tão fascinante. Afinal, quem me conhece sabe que minha conexão com a Irlanda vai muito além das paisagens: sempre fui atraída pelo mistério e pelas energias que emanam desta terra! A Origem Mitológica e o Olhar dos Druidas Muito antes da chegada do cristianismo, os antigos druidas e sacerdotes celtas já olhavam para o trevo com profunda reverência. Para a cosmologia celta, o número três era considerado altamente sagrado e pleno de poder espiritual. Ele representava os ciclos da existência: Passado, Presente e Futuro; Terra, Mar e Céu; Corpo, Mente e Espírito. Os celtas acreditavam que a planta jovem de três folhas (cujo nome vem do gaélico seamróg) tinha o poder místico de prever o te...

Edimburgo - Escócia

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Olá, leitores! Reabrir os arquivos do blog e reencontrar este diário de viagem traz uma onda deliciosa de nostalgia. A Escócia é, sem dúvidas, um daqueles lugares que marcaram minha jornada pelo mundo e para onde tenho um desejo imenso de retornar. Olhando para trás, vejo como aquela experiência em junho de 2011 foi especial. Mantive todas as fotos originais da época aqui no post para resgatar cada detalhe junto com vocês! A Chegada e as Primeiras Impressões Quando decidi ir para a Escócia naquela época, queria apenas mais um carimbo em meu passaporte e conhecer outra cultura. Afinal, as primeiras coisas que vêm à cabeça quando se fala do país são os clássicos: o monstro do Lago Ness, o whisky, a terra do Pica-Pau, homens de saia e gaita de fole. É claro que lá tem tudo isso, mas a Escócia vai muito além: tem paisagens lindíssimas, dignas de filme, que nos fazem sentir exatamente na pontinha do fim do mundo. Viajei para Edimburgo acompanhada da Flávia e da Priscila. Fomos em um domingo...

Atualização 2026: Lembranças de um Arraiá em Dublin

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Sabe quando uma lembrança simples salta do arquivo do blog e faz o coração aquecer de saudade? Revisitando os registros do meu tempo na Irlanda, me deparei com o post desse Arraiá brasileiro em terras irlandesas. Olhando para trás, vejo como a nossa comunidade em Dublin sempre dava um jeito impecável de abraçar a própria cultura e criar um pedacinho do Brasil no meio do frio europeu. Naquele dia, lembro como se fosse hoje: a festa estava animada, cheia de risadas e abraços, mas a minha memória afetiva só conseguia pensar em uma coisa... nas comidas típicas! A vontade de comer uma canjica quentinha, um bolo de fubá bem fofinho, paçoca e pé de moleque era quase um desejo físico! Faltaram os quitutes de casa, é verdade, mas o calor humano deu conta do recado. E o que tornava aquele momento ainda mais inesquecível era o contexto: naquela mesma semana, o meu grande amigo Hertz tinha acabado de desembarcar do Brasil para começar a sua jornada de estudos na Irlanda. Aquele Arraiá foi a primei...