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2010: Oktoberfest Dublin

Dublin tem uma atmosfera única no outono. O mês de outubro na Irlanda é mundialmente conhecido pelo Halloween, mas eu mal havia me instalado e descobri que a cidade também abraçava a Oktoberfest de 2010. O festival alemão de cerveja acontecia no George’s Dock, bem em frente ao Rio Liffey, trazendo um colorido diferente para o IFSC, o centro financeiro da cidade. Eu nunca tinha ido a uma Oktoberfest no Brasil e muito menos em Munique, então, mesmo com o termômetro despencando, decidi que não poderia perder a oportunidade. Havia, porém, um detalhe curioso: eu não bebo cerveja. Mas quem é intercambista recém-chegado entende perfeitamente o meu movimento. Eu não estava indo pela bebida; eu estava indo pelo pertencimento. Fui para ver o movimento, tirar fotos e, acima de tudo, fazer amizades. Combinei de ir com a Gaby — uma das conexões que o ambiente de intercâmbio me trouxe — e mais algumas pessoas que eu estava conhecendo. Ali vivi meu primeiro perrengue clássico em solo irlandês: enfren...

2010: O Voo e o Primeiro Pouso na Ilha Verde

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Enfim, o dia 29 de setembro de 2010 chegou. Até aquele momento, tudo o que eu ia viver estava apenas no plano da imaginação, do sonho e da experiência alheia que eu lia nos blogs. Mas, quando chega a nossa vez, o mundo parece perder o chão. A realidade simplesmente não parecia real. Lembro-me de chorar muito antes de passar pelo portão de embarque. Eu estava extremamente sensível, com o peito exposto, mas tomei uma decisão ali mesmo: resolvi trancar as minhas inseguranças em uma caixa mental e seguir o meu coração, que sussurrava um único comando: “Vai”. O dia do embarque foi uma correria. Saí de casa com quatro horas de antecedência para evitar qualquer imprevisto com o voo da KLM. Quando o avião decolou e cumpriu fielmente o horário, cruzei os céus sabendo que não havia mais volta. O voo foi excelente, mas o verdadeiro teste começou antes mesmo de sair do espaço aéreo brasileiro. Sentaram-se ao meu lado um australiano e uma brasileira. O rapaz logo me cumprimentou em inglês e, naquel...

2010: O Peso da Mala e o Desapego da Alma

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Em setembro de 2010, eu estava prestes a viver a maior aventura da minha vida: o meu intercâmbio para a Irlanda. Naquela época, compartilhei aqui no blog os meus medos, a lista de roupas que levei e a dor das despedidas. Hoje, em 2026, olho para trás com a maturidade de quem acolheu aquela jovem de 30 anos e convido vocês a revisitarem comigo aquele momento, mas através dos olhos de quem eu me tornei. Depois de passar o resto do dia finalizando os últimos detalhes das malas, a noite reservava o ato final: um rodízio com alguns dos meus amigos. Entre risadas com rostos tão familiares e o nó na garganta na hora do abraço final, a ficha da partida finalmente começou a cair. Hoje, em 2026, quando olho para trás, chega a ser estranho pensar que nenhum deles faz mais parte da minha vida. Naquela época, foi tão difícil me despedir... e a verdade é que a muitos deles eu nunca mais vi. Os caminhos se bifurcaram, a distância física virou distância de vida e o tempo seguiu o seu fluxo. Com a baga...

Leituras Sagradas: Os livros que revelam o passado oculto de Atlântida (e a conexão com a Irlanda)

Quem me acompanha por aqui sabe o quanto a Irlanda pulsa forte no meu coração. Mas, para além das paisagens turísticas e dos roteiros tradicionais, existe um chamado da alma que me levou a investigar a história oculta e espiritual dessa terra mágica. Se você também sente esse magnetismo inexplicável pela Ilha Esmeralda ou quer compreender os mistérios das eras douradas do nosso planeta, preparei uma indicação com dois livros que são verdadeiros divisores de águas. Eles nos ajudam a enxergar a história através dos olhos da alma. 1. "Atlântida: Princípio e Fim da Grande Tragédia" – Roselis von Sass Esta é uma obra-prima absolutamente fascinante. Com uma riqueza de imagens e detalhes impressionante, a autora Roselis von Sass nos conduz pelas memórias do passado, reconstruindo a ascensão, o apogeu cultural e científico, e o doloroso declínio da civilização atlante. O ponto que faz o nosso coração vibrar mais forte é a revelação de que o território de Atlântida era gigantesco e, a...

A Origem Estelar da Irlanda: De qual planeta vêm os irlandeses?

Você já sentiu uma conexão tão profunda com um lugar a ponto de achar que aquela saudade não cabe apenas nesta vida? Quem estuda espiritualidade e reencarnação sabe que a nossa alma guarda memórias que desafiam a história tradicional. E quando o assunto é a Irlanda, os bastidores místicos revelam uma origem que vai muito além das fronteiras do nosso planeta. Para a ufologia espiritualista e as vertentes que estudam as chamadas Sementes Estelares (Starseeds), o povo celta e a Ilha Esmeralda possuem uma assinatura energética diretamente conectada ao cosmos. Mas afinal, de onde vem essa energia? De qual planeta ou sistema estelar os irlandeses se originaram? A espiritualidade nos aponta caminhos fascinantes: 1. A Conexão com as Plêiades e Lira Dentro da cosmologia estelar, duas grandes linhagens de almas são frequentemente associadas aos povos celtas: Os Pleiadianos: Descritos como seres de alta vibração, focados no amor, na cura e em uma simbiose absoluta com a natureza. Essa seria a exp...

Psicologia Sem Fronteiras: Acolhimento para Brasileiros que Vivem o Mundo

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Olá! Sou Luciana Oliveira de Sousa, Psicóloga e Gestora de RH. Minha jornada no exterior começou na Irlanda (2010-2012) e passou por Portugal (2017) — experiências que não só moldaram quem eu sou, mas que deram origem ao blog que hoje celebra 1 milhão de visualizações. Hoje, uso essa vivência para acolher brasileiros que planejam ou já vivem o desafio de morar fora, além de apoiar quem busca uma transição de carreira segura. Eu entendo as dores e as belezas de recomeçar em outra terra. Como agendar: Atendo através da plataforma Telavita (Link abaixo). https://app.telavita.com.br/psicologia-online/luciana-oliveira-de-sousa 📱 WhatsApp: +55 21 99964-8039  📸 Siga minha jornada : @jornadalucianasousa Será um prazer atendê-lo(a)!🌻 

Do Medo de Perder Minhas Memórias à Proposta de R$ 6.000: Por Que Decidi Ser uma Escritora Independente

Há poucos meses, fui tomada por um sentimento urgente de preservação. Sabe aquela sensação de olhar para trás e perceber que os registros das suas experiências mais profundas e transformadoras estão vulneráveis ao tempo e às instabilidades da internet? Pois é. Eu olhei para o meu blog, e senti um receio genuíno de, por algum erro digital, ver todas as minhas sagradas e inesquecíveis memórias simplesmente desaparecerem. Decidi agir. Iniciei um processo intenso e quase terapêutico de resgate: transcrever cada linha, cada desabafo de intercâmbio e cada reflexão para o papel. O resultado impresso dessa dedicação? Nada menos que 700 páginas em formato A4 no Word. Ver aquele volume de páginas materializado trouxe uma sensação indescritível de alívio e realização. Minhas vivências na Europa estavam sãs, salvas e protegidas. Mas ali começava um novo desafio: o que fazer com tudo isso? O Choque de Realidade no Mercado Editorial Como a maioria dos autores iniciantes, o meu primeiro impulso natur...

Eu adoro Voar - Clarice Lispector!!

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Garopaba - SC (2009) Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos. Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem. Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram. Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir. Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi. Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto. Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir. Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam. Já tive crises d...

O choque de realidade no intercâmbio: O que ninguém te conta sobre viver no exterior e o retorno ao mercado

Se tem um conselho que eu sempre dou para quem me procura é: viva uma experiência internacional. Se jogue! Vá com a intenção de passar um tempo e experimentar. Se você se adaptar, ótimo, vá ficando. Caso contrário, só a bagagem cultural, as viagens, as amizades construídas e a fluência em um novo idioma já fazem cada segundo valer a pena de forma imensurável. Mas, olhando para trás e atendendo diariamente no consultório, preciso ser muito sincera com você: não vá achando que tudo são flores. A sensação de total liberdade e o deslumbre de conhecer lugares novos é sensacional, mas o intercâmbio guarda entrelinhas que raramente aparecem nos stories do Instagram. Viver no exterior é um processo intenso de metamorfose que mexe profundamente com duas estruturas centrais da nossa vida: a nossa mente e a nossa carreira. 1. O impacto na carreira e a volta ao mercado Para quem trabalha na área corporativa, o período fora do país pode gerar uma angústia real. Existe o medo da perda de espaço prof...

O que a "Moça do Jornada Pela Irlanda" não sabia sobre o futuro: Uma carta ao meu espelho de 2012

Olá, leitores! Recentemente, mergulhando nos arquivos do blog para o lançamento do e-book, reencontrei um post que escrevi no final de 2012. Eu tinha dado uma pausa na escrita e voltei após o apelo de uma leitora querida, que me mandou um e-mail dizendo: "Volte a escrever... fico buscando sentir, me empolgar e parecer com aquela moça do Jornada na Irlanda". Naquele dezembro de 2012, respondi que "aquela moça parecia uma personagem que eu vivi, mas que ficou para trás... uma garota cheia de sonhos, tão forte, mas ao mesmo tempo tão frágil e insegura". Eu estava de malas prontas para me mudar para Macaé, trabalhando no mundo corporativo de Petróleo e Gás, e cheia de crises com a minha segunda graduação, questionando mil vezes se a Psicologia me traria a estabilidade que eu queria. Meu desafio naquele ano passou a ser assistir a filmes em inglês diariamente para praticar. O tempo passou, os desafios foram enfrentados e me formei em 2022. Hoje, em 2026, olhando para tr...