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Do Medo de Perder Minhas Memórias à Proposta de R$ 6.000: Por Que Decidi Ser uma Escritora Independente

Há poucos meses, fui tomada por um sentimento urgente de preservação. Sabe aquela sensação de olhar para trás e perceber que os registros das suas experiências mais profundas e transformadoras estão vulneráveis ao tempo e às instabilidades da internet? Pois é. Eu olhei para o meu blog, e senti um receio genuíno de, por algum erro digital, ver todas as minhas sagradas e inesquecíveis memórias simplesmente desaparecerem. Decidi agir. Iniciei um processo intenso e quase terapêutico de resgate: transcrever cada linha, cada desabafo de intercâmbio e cada reflexão para o papel. O resultado impresso dessa dedicação? Nada menos que 700 páginas em formato A4 no Word. Ver aquele volume de páginas materializado trouxe uma sensação indescritível de alívio e realização. Minhas vivências na Europa estavam sãs, salvas e protegidas. Mas ali começava um novo desafio: o que fazer com tudo isso? O Choque de Realidade no Mercado Editorial Como a maioria dos autores iniciantes, o meu primeiro impulso natur...

Eu adoro Voar - Clarice Lispector!!

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Garopaba - SC (2009) Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos. Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem. Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram. Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir. Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi. Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto. Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir. Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam. Já tive crises d...

O choque de realidade no intercâmbio: O que ninguém te conta sobre viver no exterior e o retorno ao mercado

Se tem um conselho que eu sempre dou para quem me procura é: viva uma experiência internacional. Se jogue! Vá com a intenção de passar um tempo e experimentar. Se você se adaptar, ótimo, vá ficando. Caso contrário, só a bagagem cultural, as viagens, as amizades construídas e a fluência em um novo idioma já fazem cada segundo valer a pena de forma imensurável. Mas, olhando para trás e atendendo diariamente no consultório, preciso ser muito sincera com você: não vá achando que tudo são flores. A sensação de total liberdade e o deslumbre de conhecer lugares novos é sensacional, mas o intercâmbio guarda entrelinhas que raramente aparecem nos stories do Instagram. Viver no exterior é um processo intenso de metamorfose que mexe profundamente com duas estruturas centrais da nossa vida: a nossa mente e a nossa carreira. 1. O impacto na carreira e a volta ao mercado Para quem trabalha na área corporativa, o período fora do país pode gerar uma angústia real. Existe o medo da perda de espaço prof...

O que a "Moça do Jornada Pela Irlanda" não sabia sobre o futuro: Uma carta ao meu espelho de 2012

Olá, leitores! Recentemente, mergulhando nos arquivos do blog para o lançamento do e-book, reencontrei um post que escrevi no final de 2012. Eu tinha dado uma pausa na escrita e voltei após o apelo de uma leitora querida, que me mandou um e-mail dizendo: "Volte a escrever... fico buscando sentir, me empolgar e parecer com aquela moça do Jornada na Irlanda". Naquele dezembro de 2012, respondi que "aquela moça parecia uma personagem que eu vivi, mas que ficou para trás... uma garota cheia de sonhos, tão forte, mas ao mesmo tempo tão frágil e insegura". Eu estava de malas prontas para me mudar para Macaé, trabalhando no mundo corporativo de Petróleo e Gás, e cheia de crises com a minha segunda graduação, questionando mil vezes se a Psicologia me traria a estabilidade que eu queria. Meu desafio naquele ano passou a ser assistir a filmes em inglês diariamente para praticar. O tempo passou, os desafios foram enfrentados e me formei em 2022. Hoje, em 2026, olhando para tr...

O fim da confusão: Como a maturidade me ensinou a canalizar a minha paixão

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Olá, leitores! Por muito tempo, outra frase definia quem eu era na descrição deste blog: “Não quero sentir vazio, pouco, suficiente. Quero muito mais sempre, meus olhos enxergam fundo e além, quando me olho no espelho não sei bem onde estou. Esvazio quando me canso, mas agradeço por ser, sentir, olhar e perceber. Às vezes sou confusão... Mas no fundo sou Paixão!!” Olhar para trás e reler essas palavras me traz um misto de carinho e distanciamento. Naquela época, eu acreditava que para viver intensamente e enxergar "fundo e além", eu precisava abraçar o caos. Eu achava que a intensidade e a confusão andavam de mãos dadas, e que não saber bem onde eu estava no espelho fazia parte do processo. Mas hoje, com a bagagem de 18 países desbravados, o divã e a maturidade da mulher e psicóloga que me tornei, eu posso dizer com absoluta clareza: eu definitivamente não sou mais confusão. A paixão que constrói, não a que destrói Eu não precisei silenciar a minha intensidade para encontrar ...

Experiências ou Bens Materiais: O que realmente compra a nossa felicidade?

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Olá, leitores! O que você escolhe quando decide se dar um presente: acumular coisas ou acumular histórias? Relatórios recentes do setor de turismo revelam que a grande prioridade das pessoas hoje mudou: viajar virou um investimento em saúde mental, autoconhecimento e conexão. O entusiasmo por um objeto novo passa rápido, mas a riqueza de uma vivência se expande com o tempo.  Eu sei que gostar de viajar parece uma resposta óbvia. Difícil é encontrar quem não goste. Mas a minha relação com a estrada foi muito além do lazer. Hoje, o meu grande objetivo de vida é chegar o mais próximo possível de pintar todos os países daquele mapa-múndi. Conhecer novos lugares se tornou um vício saudável — e sim, uma pena que seja um vício tão caro de manter! Mas é o único investimento que me deixa genuinamente mais rica. Já são 18 nações na bagagem, e eu não pretendo parar por aí. Viajar quebra a nossa rotina, nos apresenta a novas culturas e nos força a entrar em contato com energias e modelos de...

Psicologia Sem Fronteiras: Acolhimento para Brasileiros que Vivem o Mundo

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Olá! Sou Luciana Oliveira de Sousa, Psicóloga e Gestora de RH. Minha jornada no exterior começou na Irlanda (2010-2012) e passou por Portugal (2017) — experiências que não só moldaram quem eu sou, mas que deram origem ao blog que hoje celebra 1 milhão de visualizações. Hoje, uso essa vivência para acolher brasileiros que planejam ou já vivem o desafio de morar fora, além de apoiar quem busca uma transição de carreira segura. Eu entendo as dores e as belezas de recomeçar em outra terra. Como agendar: Atendo através da plataforma Telavita (Link abaixo). https://app.telavita.com.br/psicologia-online/luciana-oliveira-de-sousa 📱 WhatsApp: +55 21 99964-8039  📸 Siga minha jornada : @jornadalucianasousa Será um prazer atendê-lo(a)!🌻 

Por que mudei a frase que definiu meu blog por anos

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Olá, leitores! Quem me acompanha há mais tempo sabe que, por anos, a frase de Michel de Montaigne estampava a página inicial deste blog: "Sei muito bem daquilo que fujo, e não aquilo que procuro". Naquela época, em 2010, essa frase fazia todo o sentido. Eu estava em busca de respostas, tentando me encontrar em outros territórios e, honestamente, fugindo de caminhos que já não me serviam no Brasil ou com os quais eu simplesmente não sabia lidar naquela altura da vida. A distância geográfica parecia o único remédio para as minhas angústias. Mas hoje, ao olhar para essas palavras na minha página inicial, sinto que elas se tornaram pequenas demais para a mulher e a profissional que me tornei. A mala que antes carregava o peso da fuga, hoje leva a leveza do propósito. Minha história com o mundo ganhou uma nova dimensão quando entendi que nossos passos nunca são solitários. A jornada na Irlanda, as voltas em 2017 e 2024, e a minha atuação como psicóloga me ensinaram que viajar não ...

O Renascimento de uma Jornada: Do Blog ao Ebook (e Além)

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Olá, pessoal! Hoje eu escrevo com a autoridade de quem começou quando a internet ainda era "mato". Quando iniciei este blog, o YouTube estava em seus primeiros passos, o Instagram e o TikTok nem sonhavam em existir, e o Orkut ainda era o nosso ponto de encontro. Foi naquela época que comecei a usar o Facebook — ainda de forma tímida — e gravei os primeiros vídeos para o canal Jornada Luciana Sousa. Revisitando memórias e o painel do meu canal no YouTube, me deu um estalo: eu criei aquele espaço em 2011, bem no auge da minha experiência na Irlanda (2010-2012). Existe uma linha do tempo real e sem filtros da minha metamorfose gravada ali há mais de uma década! Os vídeos daquela época não eram planejados estrategicamente; eram registros puros de uma jovem cruzando o oceano e descobrindo a si mesma. Este é um dos blogs mais antigos sobre a Irlanda que ainda pulsa. Muitos canais daquela época estão hoje obsoletos ou abandonados, mas o meu está ressurgindo. Ele está sendo repaginad...

O Despertar na Ilha Esmeralda: Minha história de intercâmbio e autoconhecimento

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Olá, leitores! Hoje, ao abrir as estatísticas deste blog e ver o quanto a comunidade continua viva, meu coração se enche de gratidão. Olhar para os números de hoje me faz viajar no tempo até 2010, quando desembarquei na ilha com uma mala cheia de expectativas. Revisitar esses registros para o novo ebook está sendo um reencontro com aquela Luciana que ainda não sabia da sua força. Reler a Luciana de outrora — aquela que "trintou" em meio a incertezas e micos memoráveis — me permite abraçar a minha própria metamorfose. Ver que aquela jornada iniciada há tantos anos continua conectando pessoas hoje me dá a certeza de que unificar essas memórias no e-book é o movimento certo para honrar a minha história. A Psicóloga Forjada na Ilha Embora eu tenha chegado à Irlanda com os estudos de Psicologia interrompidos no Brasil, foi o cotidiano desafiador na ilha que validou minha verdadeira vocação. Longe das salas de aula e imersa na rotina de cuidados, percebi que minha sensibilidade não...