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O choque de realidade no intercâmbio: O que ninguém te conta sobre viver no exterior e o retorno ao mercado

Se tem um conselho que eu sempre dou para quem me procura é: viva uma experiência internacional. Se jogue! Vá com a intenção de passar um tempo e experimentar. Se você se adaptar, ótimo, vá ficando. Caso contrário, só a bagagem cultural, as viagens, as amizades construídas e a fluência em um novo idioma já fazem cada segundo valer a pena de forma imensurável. Mas, olhando para trás e atendendo diariamente no consultório, preciso ser muito sincera com você: não vá achando que tudo são flores. A sensação de total liberdade e o deslumbre de conhecer lugares novos é sensacional, mas o intercâmbio guarda entrelinhas que raramente aparecem nos stories do Instagram. Viver no exterior é um processo intenso de metamorfose que mexe profundamente com duas estruturas centrais da nossa vida: a nossa mente e a nossa carreira. 1. O impacto na carreira e a volta ao mercado Para quem trabalha na área corporativa, o período fora do país pode gerar uma angústia real. Existe o medo da perda de espaço prof...

O que a "Moça do Jornada Pela Irlanda" não sabia sobre o futuro: Uma carta ao meu espelho de 2012

Olá, leitores! Recentemente, mergulhando nos arquivos do blog para o lançamento do e-book, reencontrei um post que escrevi no final de 2012. Eu tinha dado uma pausa na escrita e voltei após o apelo de uma leitora querida, que me mandou um e-mail dizendo: "Volte a escrever... fico buscando sentir, me empolgar e parecer com aquela moça do Jornada na Irlanda". Naquele dezembro de 2012, respondi que "aquela moça parecia uma personagem que eu vivi, mas que ficou para trás... uma garota cheia de sonhos, tão forte, mas ao mesmo tempo tão frágil e insegura". Eu estava de malas prontas para me mudar para Macaé, trabalhando no mundo corporativo de Petróleo e Gás, e cheia de crises com a minha segunda graduação, questionando mil vezes se a Psicologia me traria a estabilidade que eu queria. Meu desafio naquele ano passou a ser assistir a filmes em inglês diariamente para praticar. O tempo passou, os desafios foram enfrentados e me formei em 2022. Hoje, em 2026, olhando para tr...

O fim da confusão: Como a maturidade me ensinou a canalizar a minha paixão

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Olá, leitores! Por muito tempo, outra frase definia quem eu era na descrição deste blog: “Não quero sentir vazio, pouco, suficiente. Quero muito mais sempre, meus olhos enxergam fundo e além, quando me olho no espelho não sei bem onde estou. Esvazio quando me canso, mas agradeço por ser, sentir, olhar e perceber. Às vezes sou confusão... Mas no fundo sou Paixão!!” Olhar para trás e reler essas palavras me traz um misto de carinho e distanciamento. Naquela época, eu acreditava que para viver intensamente e enxergar "fundo e além", eu precisava abraçar o caos. Eu achava que a intensidade e a confusão andavam de mãos dadas, e que não saber bem onde eu estava no espelho fazia parte do processo. Mas hoje, com a bagagem de 18 países desbravados, o divã e a maturidade da mulher e psicóloga que me tornei, eu posso dizer com absoluta clareza: eu definitivamente não sou mais confusão. A paixão que constrói, não a que destrói Eu não precisei silenciar a minha intensidade para encontrar ...

Experiências ou Bens Materiais: O que realmente compra a nossa felicidade?

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Olá, leitores! O que você escolhe quando decide se dar um presente: acumular coisas ou acumular histórias? Relatórios recentes do setor de turismo revelam que a grande prioridade das pessoas hoje mudou: viajar virou um investimento em saúde mental, autoconhecimento e conexão. O entusiasmo por um objeto novo passa rápido, mas a riqueza de uma vivência se expande com o tempo.  Eu sei que gostar de viajar parece uma resposta óbvia. Difícil é encontrar quem não goste. Mas a minha relação com a estrada foi muito além do lazer. Hoje, o meu grande objetivo de vida é chegar o mais próximo possível de pintar todos os países daquele mapa-múndi. Conhecer novos lugares se tornou um vício saudável — e sim, uma pena que seja um vício tão caro de manter! Mas é o único investimento que me deixa genuinamente mais rica. Já são 18 nações na bagagem, e eu não pretendo parar por aí. Viajar quebra a nossa rotina, nos apresenta a novas culturas e nos força a entrar em contato com energias e modelos de...

Psicologia Sem Fronteiras: Acolhimento para Brasileiros que Vivem o Mundo

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Olá! Sou Luciana Oliveira de Sousa, Psicóloga e Gestora de RH. Minha jornada no exterior começou na Irlanda (2010-2012) e passou por Portugal (2017) — experiências que não só moldaram quem eu sou, mas que deram origem ao blog que hoje celebra 1 milhão de visualizações. Hoje, uso essa vivência para acolher brasileiros que planejam ou já vivem o desafio de morar fora, além de apoiar quem busca uma transição de carreira segura. Eu entendo as dores e as belezas de recomeçar em outra terra. Como agendar: Atendo através da plataforma Telavita (Link abaixo). https://app.telavita.com.br/psicologia-online/luciana-oliveira-de-sousa 📱 WhatsApp: +55 21 99964-8039  📸 Siga minha jornada : @jornadalucianasousa Será um prazer atendê-lo(a)!🌻 

Por que mudei a frase que definiu meu blog por anos

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Olá, leitores! Quem me acompanha há mais tempo sabe que, por anos, a frase de Michel de Montaigne estampava a página inicial deste blog: "Sei muito bem daquilo que fujo, e não aquilo que procuro". Naquela época, em 2010, essa frase fazia todo o sentido. Eu estava em busca de respostas, tentando me encontrar em outros territórios e, honestamente, fugindo de caminhos que já não me serviam no Brasil ou com os quais eu simplesmente não sabia lidar naquela altura da vida. A distância geográfica parecia o único remédio para as minhas angústias. Mas hoje, ao olhar para essas palavras na minha página inicial, sinto que elas se tornaram pequenas demais para a mulher e a profissional que me tornei. A mala que antes carregava o peso da fuga, hoje leva a leveza do propósito. Minha história com o mundo ganhou uma nova dimensão quando entendi que nossos passos nunca são solitários. A jornada na Irlanda, as voltas em 2017 e 2024, e a minha atuação como psicóloga me ensinaram que viajar não ...

O Renascimento de uma Jornada: Do Blog ao Ebook (e Além)

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Olá, pessoal! Hoje eu escrevo com a autoridade de quem começou quando a internet ainda era "mato". Quando iniciei este blog, o YouTube estava em seus primeiros passos, o Instagram e o TikTok nem sonhavam em existir, e o Orkut ainda era o nosso ponto de encontro. Foi naquela época que comecei a usar o Facebook — ainda de forma tímida — e gravei os primeiros vídeos para o canal Jornada Luciana Sousa. Este é um dos blogs mais antigos sobre a Irlanda que ainda pulsa. Muitos canais daquela época estão hoje obsoletos ou abandonados, mas o meu está ressurgindo. Ele está sendo repaginado, ganhando uma nova alma e se transformando em Ebook. A Irlanda que Nunca Saiu de Mim Minha história com a Ilha Esmeralda não terminou em 2012. Eu voltei em 2017, retornei em 2024 e pretendo voltar outras vezes. Essa experiência se tornou parte da minha identidade e, ao longo dos anos, vi este blog ser a faísca para que milhares de pessoas sonhassem com suas próprias trajetórias no exterior. Mais do q...

O Despertar na Ilha Esmeralda: Minha história de intercâmbio e autoconhecimento

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Olá, leitores! Hoje, ao abrir as estatísticas deste blog e ver o quanto a comunidade continua viva, meu coração se enche de gratidão. Olhar para os números de hoje me faz viajar no tempo até 2010, quando desembarquei na ilha com uma mala cheia de expectativas. Revisitar esses registros para os novos ebooks está sendo um reencontro com aquela Luciana que ainda não sabia da sua força. Reler a Luciana de outrora — aquela que "trintou" em meio a incertezas e micos memoráveis — me permite abraçar a minha própria metamorfose. A Psicóloga Forjada na Ilha Embora eu tenha chegado à Irlanda com os estudos de Psicologia interrompidos no Brasil, foi o cotidiano desafiador na ilha que validou minha verdadeira vocação. Longe das salas de aula e imersa na rotina de cuidados, percebi que minha sensibilidade não era um peso, mas minha maior ferramenta de trabalho. Hoje, como psicóloga, sou procurada por muitas pessoas, justamente por brasileiros que estão vivendo tudo isso fora do país ou pla...

Das Malas Pesadas à Leveza do Sol: O Ciclo de 14 Anos

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Em 12 de maio de 2012, às 17:30, eu embarcava de volta ao Brasil após 20 meses vivendo o portal que mudou minha vida: a Irlanda. Lembro-me de escrever, aflita, sobre a dificuldade de praticar o desapego com as malas. Eu achava que tudo era importante levar; eu sentia que a saudade precisava "rasgar e doer" para ser real. Eu voltava para o que eu chamava de "realidade", sem saber que o verdadeiro sonho estava apenas começando. Exatamente 14 anos depois, o relógio do destino bateu novamente. Hoje, no mesmo 12 de maio, acordei de um sonho lúcido que encerrou um ciclo de 8 anos de uma busca que não me pertence mais. Se em 2012 eu não sabia como fechar as malas físicas, em 2026 eu aprendi a despachar as malas emocionais. Deixei para trás os bocais antigos e a ilusão de que minha luz dependia de um encaixe externo para brilhar. A Luciana de 2012 tinha expectativas. A Luciana de hoje tem Soberania. A Luciana de 2012 tinha expectativas e buscava a segurança de um crachá e d...

Livro: Vida Sobre Vidas

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O Resgate Triunfal da Alma Tudo começou sob o céu cinzento e magnético da Irlanda. Foi lá, entre ventos que sopram segredos ancestrais e falésias que desafiam o oceano, que um portal se abriu em minha vida. O que eu não sabia, naquele momento, era que a travessia daquela ilha seria o prelúdio para a travessia mais profunda de todas: a de mim mesma. O livro Vida Sobre Vidas nasceu desse chamado — das névoas da Ilha Esmeralda às profundezas da minha própria psique. Você já sentiu que o seu coração está trancado em um baú, no fundo de um oceano escuro, enquanto você observa a vida passar da superfície? Muitas vezes, acreditamos que o amor dói ou que a felicidade é um privilégio de quem é "escolhido". Neste livro, convido você a mergulhar comigo em uma jornada visceral de desconstrução e cura. Através da lente de quem transmutou a própria história, revelo como transmutei dores milenares e padrões de indisponibilidade — o vício de amar o que está ausente — em um estado de soberan...