A Magia Medieval de Kilkenny e o Prazer da Própria Companhia

Havia um bom tempo que eu alimentava o desejo de conhecer Kilkenny, no condado de mesmo nome. Quando finalmente encontrei uma brecha na rotina, não consegui companhia para a viagem. O que para muitos seria motivo para cancelar os planos, para mim, tornou-se um convite. Fazer as malas e viajar sozinha é um exercício libertador; é aprender a apreciar a própria companhia e abraçar o silêncio interno enquanto o mundo lá fora acontece. O dia amanheceu com aquele típico clima irlandês: chuvoso e frio, um convite irrecusável para continuar debaixo das cobertas. Pensei mil vezes antes de me levantar para pegar o primeiro trem, que partiria pontualmente às 07h20. Mas a ansiedade por desvendar o novo falou mais alto. Dei um salto, arrumei-me correndo e saí de casa ainda no escuro. A viagem de trem foi um daqueles momentos de pura introspecção: fones de ouvido, uma boa trilha sonora e os olhos perdidos na imensidão verde das paisagens irlandesas que passavam pela janela. Cheguei à cidade por volt...

Atualização 2026: Lembranças de um Arraiá em Dublin

Sabe quando uma lembrança simples salta do arquivo do blog e faz o coração aquecer de saudade? Revisitando os registros do meu tempo na Irlanda, me deparei com o post desse Arraiá brasileiro em terras irlandesas.

Olhando para trás, vejo como a nossa comunidade em Dublin sempre dava um jeito impecável de abraçar a própria cultura e criar um pedacinho do Brasil no meio do frio europeu. Naquele dia, lembro como se fosse hoje: a festa estava animada, cheia de risadas e abraços, mas a minha memória afetiva só conseguia pensar em uma coisa... nas comidas típicas! A vontade de comer uma canjica quentinha, um bolo de fubá bem fofinho, paçoca e pé de moleque era quase um desejo físico! Faltaram os quitutes de casa, é verdade, mas o calor humano deu conta do recado.

E o que tornava aquele momento ainda mais inesquecível era o contexto: naquela mesma semana, o meu grande amigo Hertz tinha acabado de desembarcar do Brasil para começar a sua jornada de estudos na Irlanda. Aquele Arraiá foi a primeiríssima festa dele no país!

Ver a empolgação dele descobrindo a ilha e poder estar ali para dar as boas-vindas foi um presente único. No fim das contas, aquele dia me ensinou uma lição que carrego até hoje: a comida rápida e os sabores de casa fazem muita falta quando estamos longe, mas o verdadeiro tempero da vida no intercâmbio — e do nosso abrigo fora de casa — são as amizades que caminham ao nosso lado.

Que saudade boa dessa época, dessa energia e de cada capítulo dessa história!

📌 E você que também já viveu longe de casa: qual comida típica do Brasil mais te fazia falta nas festas juninas no exterior?








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