Sabe quando uma lembrança simples salta do arquivo do blog e faz o coração aquecer de saudade? Revisitando os registros do meu tempo na Irlanda, me deparei com o post desse Arraiá brasileiro em terras irlandesas.
Olhando para trás, vejo como a nossa comunidade em Dublin sempre dava um jeito impecável de abraçar a própria cultura e criar um pedacinho do Brasil no meio do frio europeu. Naquele dia, lembro como se fosse hoje: a festa estava animada, cheia de risadas e abraços, mas a minha memória afetiva só conseguia pensar em uma coisa... nas comidas típicas! A vontade de comer uma canjica quentinha, um bolo de fubá bem fofinho, paçoca e pé de moleque era quase um desejo físico! Faltaram os quitutes de casa, é verdade, mas o calor humano deu conta do recado.
E o que tornava aquele momento ainda mais inesquecível era o contexto: naquela mesma semana, o meu grande amigo Hertz tinha acabado de desembarcar do Brasil para começar a sua jornada de estudos na Irlanda. Aquele Arraiá foi a primeiríssima festa dele no país!
Ver a empolgação dele descobrindo a ilha e poder estar ali para dar as boas-vindas foi um presente único. No fim das contas, aquele dia me ensinou uma lição que carrego até hoje: a comida rápida e os sabores de casa fazem muita falta quando estamos longe, mas o verdadeiro tempero da vida no intercâmbio — e do nosso abrigo fora de casa — são as amizades que caminham ao nosso lado.
Que saudade boa dessa época, dessa energia e de cada capítulo dessa história!
📌 E você que também já viveu longe de casa: qual comida típica do Brasil mais te fazia falta nas festas juninas no exterior?
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