O Que "Meu Nome é Agneta" e Morar Fora Me Ensinaram Sobre Nunca Ser Tarde Demais para Se Reencontrar

Recentemente assisti ao filme Meu Nome é Agneta (disponível na Netflix, baseado no livro de Emma Hamberg). A história acompanha uma mulher que, aos 49 anos, se sente estagnada, invisível e presa a uma rotina automática. Em uma decisão impulsiva, ela decide deixar a Suécia para trás e aceitar um trabalho na França. O que ela encontra lá não é exatamente o que esperava, mas é justamente o imprevisível que a força a desperta de volta para a vida, pro riso e pra liberdade. Assistir a essa jornada me fez refletir profundamente sobre a minha própria caminhada pelo mundo. Mudar de país ou sair da zona de conforto não é sobre fugir de quem somos, mas sobre descobrir quem podemos ser quando nos permitimos tentar algo novo. 1. O Misto de Medo e Liberdade Assim como a personagem do filme sente aquele frio na barriga ao cruzar uma fronteira para o desconhecido, quem já morou fora conhece bem essa sensação. A primeira vez que saí do Brasil foi para fazer meu intercâmbio em Portugal — meu berço ance...

Atualização 2026: Oktoberfest Dublin

Dublin tem uma atmosfera única no outono. O mês de outubro na Irlanda é mundialmente conhecido pelo Halloween, mas eu mal havia me instalado e descobri que a cidade também abraçava a Oktoberfest de 2010. O festival alemão de cerveja acontecia no George’s Dock, bem em frente ao Rio Liffey, trazendo um colorido diferente para o IFSC, o centro financeiro da cidade.

Eu nunca tinha ido a uma Oktoberfest no Brasil e muito menos em Munique, então, mesmo com o termômetro despencando, decidi que não poderia perder a oportunidade. Havia, porém, um detalhe curioso: eu não bebo cerveja. Mas quem é intercambista recém-chegado entende perfeitamente o meu movimento. Eu não estava indo pela bebida; eu estava indo pelo pertencimento. Fui para ver o movimento, tirar fotos e, acima de tudo, fazer amizades.

Combinei de ir com a Gaby — uma das conexões que o ambiente de intercâmbio me trouxe — e mais algumas pessoas que eu estava conhecendo. Ali vivi meu primeiro perrengue clássico em solo irlandês: enfrentamos uma imensa fila de quase duas horas sob o vento de Dublin para conseguir entrar.

Hoje, em 2026, eu olho para aquela cena e dou risada. Aquela fila de duas horas foi uma espécie de rito de passagem. Ali, entre dezenas de barracas de salsichas alemãs, doces típicos e o som de canções tradicionais da Baviera ecoando perto do rio, eu percebi que estava realmente no Velho Continente. Eu estava ali, congelando na fila, mas estava viva, curiosa e intensamente disposta a construir a minha nova rotina, um passo e um novo amigo de cada vez.




Fotos da Oktoberfast 2010 em Dublin

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