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Bewley's — O Café Mais Popular da Irlanda

Revisitar lugares que marcaram nossa trajetória é uma forma bonita de medir o tempo. Minha primeira memória no Bewley’s Cafe — localizado no número 78–79 da movimentada Grafton Street — remonta a 2011, em um domingo ensolarado em Dublin. Comecei o dia nessa cafeteria tão tradicional e sofisticada, onde enfrentei uma pequena fila para conseguir mesa, mas cada minuto de espera valeu a pena. Na época, foi lá que experimentei de forma marcante o clássico Irish Breakfast — uma refeição volumosa e substanciosa, composta por linguiças de porco, bacon em fatias, ovos, cogumelos, black e white pudding, acompanhados por torradas ou o tradicional soda bread e um bom chá. Anos mais tarde, ao retornar à Irlanda, fiz questão de voltar ao Bewley’s, desta vez para um jantar. Entrar ali novamente foi como reencontrar uma velha amizade. Fundado em 1927, o edifício multiandares é um verdadeiro patrimônio arquitetônico e cultural da capital. O espaço impressiona pela diversidade de ambientes e pela riquez...

Histórias que Resistem: O Poder da Escrita na Casa de Anne Frank

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Amsterdam exala uma energia única de constante mudança, um lugar completamente fora de qualquer zona de conforto tradicional. Suas ruas vibrantes, canais sinuosos e a atmosfera de extrema liberdade desafiam qualquer visitante a repensar suas próprias fronteiras. No entanto, o verdadeiro impacto daquela viagem não veio do movimento das calçadas, mas do silêncio contido em um endereço histórico. A experiência mais profunda e avassaladora daquela parada aconteceu dentro das paredes silenciosas da Casa de Anne Frank. Ao me deparar com o esconderijo real onde ela e sua família se protegeram durante a Segunda Guerra Mundial, fui tomada por uma onda de emoção inexplicável. Ver o diário original que ela ganhou aos 13 anos me levou às lágrimas instantaneamente. A identificação foi imediata. Lembrei da minha própria história, do diário que ganhei da minha madrinha aos 12 anos e que alimentei até a maioridade. Olhar para o registro de Anne Frank me fez refletir sobre o poder da escrita defensiva ...