Será possível conhecer todo o mundo numa só vida?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

14º dia em território estrangeiro - Graduação sanduíche em Portugal!

Prezados leitores, 

Já se passaram quase 9 anos que eu morei em Portugal pela primeira vez. Hoje faz 14 dias que estou em território estrangeiro novamente, fiquei 2 dias Amsterdam e cheguei nos Açores - Portugal - dia 05/02 para cursar um semestre de graduação sanduíche em Portugal.
Ainda não sinto aquela vontade urgente de voltar, mas também não me sinto tão em paz, parece que estou meio lá e meio cá, não tenho amigos aqui ainda e fico boa parte do tempo no whatsapp, vendo séries e filmes ou caminhando pela cidade.
Foi uma escolha minha, mas morar fora tem muitos momentos doces e amargos, afinal é preciso ter muita coragem pra largar o conforto do quarto, o colo e a comidinha da mamãe, a segurança do Pai, a convivência com familiares e amigos e etc. E a mudança mesmo que por um curto período (a princípio), mesmo que pela 3ª ou 4ª vez vai trazer memórias para o resto da minha vida e me mudar para sempre!
Morar fora está entre meus maiores desafios e as melhores decisões que já tomei na vida, pois cada vivência teve sua importância e objetivo, agora estou em um nível diferente e mais profundo, que é me dedicar a área acadêmica numa Universidade estrangeira, que é um sonho que está sendo realizado. Sinto-me muito agradecida à minha família que me ajudou a realizar este sonho!
O que sempre me fascina nesta vida de intercâmbios, são as oportunidades de me conhecer melhor e fazer novas amizades, vivenciar outras culturas, conhecer lugares incríveis que eu jamais conheceria se não tivesse me atirado no mundo, aprender outras línguas, provar pratos típicos, conhecer e ter outros estilos de vida e visões de mundo e agora aprendendo uma nova metodologia de ensino.
Mas nem tudo é um conto de fadas, existem momentos amargos também, como os eventos que eu simplesmente irei perdê-los, muitos deles não vão se repetir jamais, como casamentos, formaturas, nascimentos, batizados e enfim... isso dói muito. 
E sem falar em não ter aquele abraço das melhores amigas num momento difícil, pois tem horas que falar virtualmente não ajuda tanto, nada neste mundo substitui o efeito de uma presença, do calor humano.
Por mais que eu seja Luso Brasileira, serei sempre uma estrangeira, mesmo em Portugal. Não me parece ser tão fácil conseguir atuar na área que eu me formei, talvez a cidade que estou morando não ajude muito neste sentido, enquanto tem 1 vaga aqui, em Lisboa ou Porto tem 20 vagas na minha área. Ontem eu recebi uma ligação de uma empresa americana, pois me candidatei a inúmeras vagas nos sites de emprego daqui, mas fiquei nervosa, não fui bem na entrevista em inglês, fiquei muito chateada, mas fazer o que, preciso estudar mais.
Alguns desentendimentos culturais acabam sendo muito normal por aqui, principalmente pela diferença entre o Português falado no Brasil e em Portugal. 

Segue abaixo meu vídeo contando a experiência de ter sido aceita na Universidade dos Açores:


Embarquem comigo em mais esta jornada!!

domingo, 12 de fevereiro de 2017

O que acontece quando você vive no exterior

Olá pessoal, 

Recomendo sempre uma experiência internacional, vá com a intenção de ficar um tempo e depois, se gostar vai ficando, do contrário, só a vivência, as viagens, as amizades e a maior fluência do inglês ou outros idiomas, já vale a pena demais! 
Mas não vá achando que tudo são flores, a sensação de liberdade e conhecer coisas novas é sensacional, mas essa ida ao exterior ao mesmo tempo que pode ser muito positiva, pode também resultar em perda de tempo profissional, dificuldade em retornar ao mercado na sua volta ao Brasil. 
A dica é: Avalie sempre os prós e contras antes de embarcar e sinta-se feliz com o resultado. 

Compartilho este texto que li no Blog Backing me up, O que acontece quando você vive no exterior

"...O melhor lugar é onde estamos no momento, ou absorvemos de forma positiva ou o lugar vai nos absorver..."


Rita Lee, essa música é a trilha sonora perfeita!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Max Gehringer: Viver ou Juntar dinheiro?



"Há determinadas mensagens que, de tão interessantes, não precisam nem sequer de comentários.
Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico.
Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais.
E assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário.
Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei. Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 5 milhões de reais na conta bancária. É claro que não tenho esse dinheiro.
Mas, se tivesse, sabe o que esse dinheiro me permitiria fazer? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade.
Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer. 
E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. 
Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida. Fecha aspas."

Vai um cafezinho?

Por Max Gehringer

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Encerrando Ciclos!

Vou encerrar vários ciclos na minha vida amanhã e ao mesmo tempo iniciar vários outros ciclos, afinal a vida é cíclica e o tempo não pára. Eu amo esse texto e já me acompanhou em outros momentos também. Estou partindo novamente, com a mala cheia de esperança por novas conquistas, como uma eterna viajante!


"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final… Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu….
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor a fazer é deixar que elas realmente possam ir embora…
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Esqueça quem você era, e passe a ser quem é."

Autor Desconhecido

domingo, 29 de janeiro de 2017

Estou voltando pra Portugal outra vez!

Olá pessoal,

Quando criei este blog, não fazia a mínima ideia do impacto que isso teria na minha vida, mas o que eu realmente não esperava, era o impacto que causaria na vida de outras pessoas também. É muito gratificante compartilhar minhas experiências com vocês... simplesmente mágico!

Em fevereiro/2017 vai começar minha nova história em Portugal, pra quem tem asas sabe como é difícil se manter muito tempo em um único lugar. Mas dessa vez, não foi somente a minha vontade de voar que me fez tomar essa difícil decisão, afinal todo lugar fora do ambiente familiar sempre será encantador nos primeiros dias, entretanto nada se compara ao nosso lar - na minha opinião - é normal sentir vontade de voltar pra casa quando passa a euforia, mas depois que se adapta, uma nova história vai sendo construída, novas pessoas e lugares surgindo e tornando as coisas mais prazerosas.

Meu 1º dia na Irlanda em 2010 - 2º intercâmbio

Por que afinal voltar para Portugal?

Existem tantos motivos, mas na realidade não existe o país melhor ou pior, mas existe o país melhor ou pior para mim. O lugar ideal para cada um é o lugar onde nos sentimos bem e valorizados.

Depois de inúmeras pesquisas pela internet por horas a fio, tinha um plano A em mente, que era fazer o meu 3º intercâmbio nos USA e tentar uma Pós Graduação. Acabei descobrindo um programa sensacional, WORKAWAY, que pode tornar um intercâmbio muito mais econômico e independente, vale a pena conferir.
Por várias razões decidi pela Europa, deixando os USA para um outro momento, mesmo sem nunca ter ido lá, eu sou mais a Europa, de corpo e alma! 

Pensei em ir para Irlanda novamente, mas o meu objetivo agora é outro, quero algo que me acrescente mais. 
O mar não está pra peixe no Brasil, então vou aproveitar a oportunidade para voltar as raízes, oxigenar as idéias, viver novas experiências acadêmicas e culturais. Decidi ir para Portugal, cursar 1 semestre (graduação sanduíche) de Psicologia na Universidade de Açores, sem falar que a Europa é o berço da Psicologia, então com certeza será uma experiência incrível.


Portugal tem sido escolhido como país de acolhimento universitário por um número cada vez maior de estudantes internacionais, principalmente por Brasileiros, devido a facilidade do idioma e preços bem mais baixos que nas Universidades privadas no Brasil.

Então, relato nestes vídeos a minha saga para estudar em Portugal.


Sobre meu 3º intercâmbio


Diferença das Universidades Portuguesas em relação as Brasileiras 

E sim, o universo conspira a nosso favor, nada é por acaso nessa vida!


Em breve contarei as novidades!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Hoje é meu aniversário!!



"Hoje é meu aniversário, 38 anos de vida!! Então resolvi fazer uma homenagem para mim mesma!!

Na sublimidade deste dia, venho rogar a Deus que em torno de mim semeie todas as pérolas necessárias, para que a minha vida seja sempre refletida pelo brilho da felicidade. Que as alegrias deste meu aniversário perdure por todos os outros dias da minha existência.

Aos leitores que gostariam de deixar uma mensagem de felicitação para mim, este é o espaço!!

Há alguns anos vi este texto na internet, gostei e me identifiquei muito. Então quero deixá-lo registrado aqui no meu blog e dedico para todas as mulheres balzaquianas assim como eu."

Trinta

Trinta, mas com um corpinho... de trinta e com idade mental... de trinta. Finalmente.
Pela primeira vez na vida minha idade cronológica, física e mental vão estar coincidentes. Já tive 28 e idade mental de 17.

Há muito tempo eu me via com trinta e tinha medo dos "trinta".

Achei que aos trinta eu estaria morando sozinha. Aos trinta eu teria me encontrado na vida, na profissão. Aos trinta eu estaria pronta para O Grande Amor. Aos trinta eu teria um gato. Aos trinta eu teria o meu dinheiro. Aos trinta eu teria os meus 100 CD's dos sonhos. Aos trinta eu aprenderia inglês, francês e alemão. Aos trinta eu colocaria uma camisola sexy mesmo pra dormir sozinha. Aos trinta eu estaria pensando na possibilidade de morar fora do país por um tempo. Aos trinta eu me compraria flores toda semana. Aos trinta eu mandaria à merda quem me torrasse. Aos trinta eu teria amigos de verdade. Aos trinta eu faria análise e tiraria proveito dela. Aos trinta eu estaria satisfeita com o meu corpo e meus cabelos. Aos trinta eu me acharia mais linda do que nunca. Aos trinta minha melhor companhia seria eu mesma. Aos trinta meus conflitos com a família estariam resolvidos e eu adoraria a companhia deles. Aos trinta sexo seria uma delícia. Aos trinta eu saberia beber vinho. Aos trinta eu saberia cozinhar. Aos trinta eu teria realizado alguns sonhos e teria certeza de realizar mais um monte deles. Aos trinta eu me sentiria capaz de qualquer coisa, qualquer desafio e não teria medo de errar. Aos trinta eu amaria incondicionalmente e conheceria os riscos disso. Aos trinta o mundo me tiraria pra dançar.

E não é que era verdade?! Estou vivendo quase tudo isso!!"

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Vantagens e desvantagens de um intercâmbio!!




Já ouviu falar da depressão pós intercâmbio? Trata-se da síndrome do regresso, que inclusive é até objeto de estudo, ela é real e eu senti na pele, afinal foram quase 2 anos no exterior, porém sinto-me mais completa e realizada por todas essas experiências, e confesso que ainda quero mais!!
A pior parte para mim foi ficar longe da família e amigos, mas entendi que eles não deixaram de gostar de mim por causa disso.
A adaptação em relação a comida também foi bem complicado, senti falta do feijão com arroz, churrasco, farofa, doces e etc... foi muito difícil me adaptar com a comida. 
Na minha opinião há mais vantagens que desvantagens. Segue abaixo as vantagens e desvantagens dessa experiência de intercâmbio:

Vantagens:

O dinheiro que é gasto, na verdade é um grande investimento, tanto pessoal quanto profissional. Os sentimentos vivenciados num intercâmbio são muito difíceis de explicar em palavras, momentos inesquecíveis o tempo inteiro, uma verdadeira mistura de sentimentos. 
Tentar a vida em outro país tá longe de ser um filme da Disney, mas também não é tão difícil ou impossível como muitos pensam. O começo é duro, você deixa uma vida no Brasil, amigos, laços e coisas que construiu, para começar quase que do zero novamente, no fim tudo compensa.
O crescimento pessoal é muito gratificante, quando estamos morando fora ou até mesmo viajando, nossa mente abre muito, aprendemos a nos virar sozinhos, tudo o que fazemos faz diferença, como cozinhar, fazer as compras no supermercado, pagar as contas, se ficar doente, saber se virar sem ter os pais por perto, aprender uma nova língua, planejar viagens e etc. Tudo isso gera crescimento em nós, dá muito orgulho depois. 

Desvantagens:

Antes da viagem você prepara tudo, arruma as malas, verifica a documentação, despede-se e embarca. Quando você volta, tudo é feio, a cidade é suja, o ar poluído, o povo é horrível, mal-educado... O período de adaptação sempre ocorre no país estrangeiro e na volta ao Brasil, gera crises de identidade, isso é normal. Há casos de pessoas que chegam a desenvolver depressão profunda e tem que abandonar o programa para voltar pra casa. Interessante é que na volta pra casa esse baixo astral pode bater também. Quando fiz o intercâmbio para Portugal fui alertada sobre isso, voltar à velha rotina é sempre um processo. Ao voltar percebemos que nada mudou e isso é o principal motivo da "depressão-pós-intercâmbio", só quem passa por isso sabe.

Dicas pós-intercâmbio:
  • Aproveitem tudo o que puderem desta experiência inesquecível, pois quando voltar, talvez ficará em "depressão pós-intercâmbio" no mínimo por 1 mês.
  • É bom manter a mente ocupada, ter planos e sonhos que te movam, é importante que o intercâmbio e o que você vai fazer na volta sejam muito bem planejados.
  • Estar em contato com a natureza faz muito bem, eu parecia criança quando vi o mar outra vez.
  • Assista filmes e leia livros para matar as saudades e amenizar a depressão.
  • Dê tempo ao tempo!
E a melhor dica: CONTINUE VIAJANDO!

Leiam também o post Alimentação na Irlanda

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