O Que "Meu Nome é Agneta" e Morar Fora Me Ensinaram Sobre Nunca Ser Tarde Demais para Se Reencontrar

Recentemente assisti ao filme Meu Nome é Agneta (disponível na Netflix, baseado no livro de Emma Hamberg). A história acompanha uma mulher que, aos 49 anos, se sente estagnada, invisível e presa a uma rotina automática. Em uma decisão impulsiva, ela decide deixar a Suécia para trás e aceitar um trabalho na França. O que ela encontra lá não é exatamente o que esperava, mas é justamente o imprevisível que a força a desperta de volta para a vida, pro riso e pra liberdade. Assistir a essa jornada me fez refletir profundamente sobre a minha própria caminhada pelo mundo. Mudar de país ou sair da zona de conforto não é sobre fugir de quem somos, mas sobre descobrir quem podemos ser quando nos permitimos tentar algo novo. 1. O Misto de Medo e Liberdade Assim como a personagem do filme sente aquele frio na barriga ao cruzar uma fronteira para o desconhecido, quem já morou fora conhece bem essa sensação. A primeira vez que saí do Brasil foi para fazer meu intercâmbio em Portugal — meu berço ance...

Trinity College: O Book of Kells

Mais do que a arquitetura, o campus guarda um tesouro que transcende os séculos: o Book of Kells. Embora eu não tenha entrado para visitá-lo na época, a imponência da sua fama ecoa por toda a universidade. Trata-se de um manuscrito religioso com os quatro evangelhos — Marcos, Mateus, Lucas e João —, considerado uma das expressões mais gloriosas da arte celta e uma verdadeira relíquia da Europa Ocidental.

Mesmo que o tempo tenha deixado marcas em suas páginas, os registros mostram que a delicadeza do design oferece um vislumbre fascinante da arte e da espiritualidade da Irlanda antiga. As ilustrações dos santos, entrelaçadas à vida de Cristo, são de uma riqueza visual impressionante.

A trajetória do livro é uma saga à parte. Sua origem, que remonta ao século VI, é envolta em mistério, mas acredita-se que tenha nascido na Ilha de Iona, sob influência de São Columba. No século IX, foi levado ao mosteiro de Kells, no condado de Meath, onde sobreviveu a séculos de história — inclusive a um roubo em 1007. Em 1541, sob a proteção da Igreja Católica Romana, o livro mudou de mãos, mas, felizmente, em 1661, retornou ao seu verdadeiro lar intelectual ao ser entregue à Trinity College pelo arcebispo Ussher, onde permanece até hoje.

Para quem decide fazer a visita completa à exibição, o espaço também abriga a harpa mais antiga da Irlanda, datada de aproximadamente 1400, e uma cópia original da Proclamação da Independência de 1916. 
Naquele ano de 2010, o ingresso para estudantes custava 8 euros, e o tour completo saía por 10 euros.

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