O Que "Meu Nome é Agneta" e Morar Fora Me Ensinaram Sobre Nunca Ser Tarde Demais para Se Reencontrar
Recentemente assisti ao filme Meu Nome é Agneta (disponível na Netflix, baseado no livro de Emma Hamberg). A história acompanha uma mulher que, aos 49 anos, se sente estagnada, invisível e presa a uma rotina automática. Em uma decisão impulsiva, ela decide deixar a Suécia para trás e aceitar um trabalho na França. O que ela encontra lá não é exatamente o que esperava, mas é justamente o imprevisível que a força a desperta de volta para a vida, pro riso e pra liberdade.
Assistir a essa jornada me fez refletir profundamente sobre a minha própria caminhada pelo mundo.
Mudar de país ou sair da zona de conforto não é sobre fugir de quem somos, mas sobre descobrir quem podemos ser quando nos permitimos tentar algo novo.
1. O Misto de Medo e Liberdade
Assim como a personagem do filme sente aquele frio na barriga ao cruzar uma fronteira para o desconhecido, quem já morou fora conhece bem essa sensação.
A primeira vez que saí do Brasil foi para fazer meu intercâmbio em Portugal — meu berço ancestral. Foi ali que dei o primeiro passo fora da bolha, resgatando a história da minha família e percebendo que o mundo era vasto demais para eu ficar parada no mesmo lugar.
Dois anos depois, desembarquei na Irlanda. E se Portugal foi o resgate das minhas raízes, a Irlanda foi onde me reencontrei com uma versão minha que eu nem sabia que estava procurando: mais corajosa, autônoma, leve e livre.
2. A Coragem de Romper com o "Automático"
No filme, Agneta percebe que os anos estavam passando enquanto ela apenas assistia à vida acontecer no piloto automático.
Quantas vezes a gente não se pega preso a rotinas, horários e expectativas alheias, achando que depois dos 30, 40 ou 50 anos não cabe mais inventar moda ou recomeçar?
A verdade é que a vida não tem um prazo de validade para a curiosidade. Morar fora em dois países, viajar por 18 nações e me mudar para diferentes cidades no Brasil me ensinaram que recomeçar não é um retrocesso, é uma expansão.
3. A Saudade da Versão que Fomos no Exterior
A maior beleza de produções como Meu Nome é Agneta é mostrar que o lugar para onde vamos nos transforma para sempre.
Já se passaram 14 anos desde que voltei para o Brasil após o período na Irlanda. Eu mudei muito, meus hábitos são outros e amadureci imensamente. Mas, até hoje, sinto uma profunda saudade daquela pessoa que eu era enquanto vivia na Ilha Esmeralda.
A viagem nos dá o presente de acessar partes de nós que a rotina confortável costuma adormecer.
O Mundo Continua Esperando Por Você
Seja mudando de país para um intercâmbio, fazendo uma viagem sozinha ou simplesmente tomando a coragem de mudar o rumo da sua história, o recado que fica é um só: nunca é tarde demais para se colocar em primeiro lugar e ir em busca do que faz seu coração vibrar.
Você já assistiu a "Meu Nome é Agneta"?
Que lugar ou viagem já te devolveu um pedaço de você mesma?
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