Descobri uma informação muito importante sobre cursos na Irlanda e preciso compartilhar com vocês!
Como sabem, quando comecei a trabalhar em Portarlington, precisei trancar meu curso de inglês na Euro College, em Dublin. Os horários simplesmente não batiam com a minha rotina e o valor do trem é pesado para ir à capital todos os dias: são € 15,60 (ida e volta na tarifa de estudante).
No início, eu me iludi acreditando que apenas conviver com uma família irish seria o suficiente para desenvolver minha fluência. Para mim, a prática diária ajudou, mas não funcionou 100% sem o suporte teórico. Passei meses procurando alternativas e tentando estudar por conta própria, pois não queria largar meu emprego e passar por todo aquele processo cansativo de busca por trabalho novamente. Consegui contratar um professor particular que me ajudou bastante a destravar, mas, com o salário que eu recebia, estava ficando difícil bancar as aulas particulares.
Na cidade onde moro tem uma unidade do VEC (Vocational Education Committee), que é um órgão educacional mantido pelo governo irlandês para promover cursos comunitários e capacitação técnica. Fui até lá assim que me mudei, em novembro, mas as turmas de inglês para iniciantes/intermediários só abririam em janeiro na cidade vizinha de Portlaoise (que fica a cerca de 30 minutos de trem de onde moro). Sinceramente, na época não levei muita fé no curso por ser comunitário e acabei não fazendo a matrícula em janeiro — um erro do qual me arrependeria depois.
Em fevereiro, voltei ao VEC local porque vi no site que eles ofereciam um curso de Business. Fiquei eufórica com a possibilidade de fazer um curso técnico! Naquela época, eu ainda não tinha o PPS Number (o documento de registro social irlandês), pois até então não tinha precisado dele para esse fim. Tive uma entrevista presencial com a diretora da escola e não fui aceite; ela justificou que meu nível de inglês precisava melhorar para acompanhar o acompanhamento das matérias e me encaminhou novamente para Portlaoise para estudar o idioma.
Na semana seguinte, fui até Portlaoise e fiz o teste de nivelamento. Além de constatar que meu inglês não tinha evoluído o quanto eu esperava, recebi a notícia de que não havia vagas no momento — novas turmas só abririam em setembro. Saí de lá arrasada, frustrada e triste.
Apesar da decepção, aquela visita me fez ver que o VEC é uma instituição séria, estruturada e de extrema qualidade. Me arrependi de ter ignorado a matrícula de janeiro. Passei os meses seguintes ansiosa pela abertura do semestre de outono. Comecei a monitorar diariamente os sites dos VECs de toda a região e fiquei atenta às datas de inscrição, porque eles são extremamente rígidos com prazos: o dia da matrícula é pontual e você precisa estar lá pessoalmente.
Em setembro, voltei ao VEC da minha cidade para tentar a vaga no curso de Business. Mais uma vez, recebi um "não" por não ter o certificado oficial de inglês no Level 4 (a qualificação do sistema FETAC que a diretora exigia). Saí de lá chorando, pensando nos meses em que alimentei a expectativa por esse curso.
Mas eu não sou de desistir fácil! Engoli o choro, peguei o telefone e comecei a ligar para as unidades do VEC de outras cidades vizinhas. Pesquisei detalhadamente a grade do VEC de County Kildare e fui atrás.
A persistência valeu a pena: consegui me matricular no curso de inglês em Kildare!
Paguei uma taxa simbólica de apenas € 10,00 por um curso de 9 semanas, com direito à certificação oficial de Level 4 ao final. E tem mais: demonstrando meu interesse, consegui também me matricular em um dos módulos isolados do curso de Business pelo mesmo valor!
Estou radiante e com a sensação de dever cumprido. As aulas começam no final de setembro e não vejo a hora de contar para vocês como será essa nova rotina de viagens de trem e estudos em Kildare!
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