O Que "Meu Nome é Agneta" e Morar Fora Me Ensinaram Sobre Nunca Ser Tarde Demais para Se Reencontrar

Recentemente assisti ao filme Meu Nome é Agneta (disponível na Netflix, baseado no livro de Emma Hamberg). A história acompanha uma mulher que, aos 49 anos, se sente estagnada, invisível e presa a uma rotina automática. Em uma decisão impulsiva, ela decide deixar a Suécia para trás e aceitar um trabalho na França. O que ela encontra lá não é exatamente o que esperava, mas é justamente o imprevisível que a força a desperta de volta para a vida, pro riso e pra liberdade. Assistir a essa jornada me fez refletir profundamente sobre a minha própria caminhada pelo mundo. Mudar de país ou sair da zona de conforto não é sobre fugir de quem somos, mas sobre descobrir quem podemos ser quando nos permitimos tentar algo novo. 1. O Misto de Medo e Liberdade Assim como a personagem do filme sente aquele frio na barriga ao cruzar uma fronteira para o desconhecido, quem já morou fora conhece bem essa sensação. A primeira vez que saí do Brasil foi para fazer meu intercâmbio em Portugal — meu berço ance...

Praticando o desapego para me sentir mais leve

Como sabem, eu morei na Irlanda por quase 2 anos, então estou me desfazendo de algumas roupas que não precisarei mais. Esta prática é muito comum na Europa e EUA, ganhou espaço no Brasil há cerca de 4 anos. Na Irlanda também tem vários brechós, com roupas bem baratas. Já estou seguindo vários blogs para saber o que está rolando nos brechós virtuais. 
Os últimos dias foram corridos, reencontrei amigos, resolvi algumas coisas, mas hoje tirei o dia para arrumar meu quarto, eu precisava fazer isso, não aguentava mais ver minhas coisas dentro das malas, sem falar no espaço que estavam ocupando. 
Se eu tivesse praticado o desapego na Irlanda não teria pago 200,00 euros de excesso de bagagem.
Confesso que ainda é muito difícil o desapego do que considero importante para mim, preciso treinar muito, eu venho me prometendo há anos que vou fazer uma limpa no meu armário, mas nunca que fazia, tinha roupas e sapatos que precisavam ir para o lixo urgente, porque ficaram amareladas, a traça comeu e até mesmo fora de moda, tinha sandálias e botas que se desfizeram, não tenho o menor orgulho em dizer isso, mas hoje eu consegui liberar muitas coisas do meu armário, sinto-me até mais leve. 
Ao descobrir o sucesso dos brechós virtuais, uma pontinha de esperança raiou em meu coração, já é um grande início de libertação para mim, o que passou já foi, as roupas que trazem recordações de momentos ficarão em minhas lembranças e não entulhadas no meu armário. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perda de espaço, tempo, paciência e sentimento.
Acredito que arrumar a bagunça da vida é como arrumar a bagunça do quarto. Tirar tudo, rever roupas e sapatos, experimentar e ver o que ainda serve, jogar fora algumas coisas, outras separar para doação. Isso pode servir melhor para outra pessoa. Hora de deixar ir. Alguém precisa mais do que você. Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega.  

Estou longe de abrir o coração... estou fechada pra balanço há 1 ano e assim pretendo continuar. Aprendendo a gostar mais de mim, entender o que eu quero, priorizar outras coisas primeiro, e aprender cada vez mais a aceitar as pessoas como são em sua individualidade, pra depois dividir, somar e juntar tudo isso com alguém.
"Dizer adeus é dar boas vindas ao recomeço." (Gasparetto) 

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