O Que "Meu Nome é Agneta" e Morar Fora Me Ensinaram Sobre Nunca Ser Tarde Demais para Se Reencontrar

Recentemente assisti ao filme Meu Nome é Agneta (disponível na Netflix, baseado no livro de Emma Hamberg). A história acompanha uma mulher que, aos 49 anos, se sente estagnada, invisível e presa a uma rotina automática. Em uma decisão impulsiva, ela decide deixar a Suécia para trás e aceitar um trabalho na França. O que ela encontra lá não é exatamente o que esperava, mas é justamente o imprevisível que a força a desperta de volta para a vida, pro riso e pra liberdade. Assistir a essa jornada me fez refletir profundamente sobre a minha própria caminhada pelo mundo. Mudar de país ou sair da zona de conforto não é sobre fugir de quem somos, mas sobre descobrir quem podemos ser quando nos permitimos tentar algo novo. 1. O Misto de Medo e Liberdade Assim como a personagem do filme sente aquele frio na barriga ao cruzar uma fronteira para o desconhecido, quem já morou fora conhece bem essa sensação. A primeira vez que saí do Brasil foi para fazer meu intercâmbio em Portugal — meu berço ance...

Em clima de despedida da ilha verde...

Eu estou em contagem regressiva para o regresso ao Brasil, embarcarei dia 12 de maio às 17:30hs, estou vivendo um clima de despedida, é impossível transcrever tudo o que sinto neste momento, estou olhando tudo a minha volta e imaginando que não verei ou viverei isso ou aquilo, sinto que cumpri a minha missão, depois de 8 meses eu finalizei meu curso de inglês ontem, que sensação boa de vitória.
Foi um grande sonho... agora estou voltando para a realidade, depois de um longo break!!

A ansiedade não se deve ao fato de eu não ter gostado da experiência, adorei tudo o que vivi aqui, as boas e as más experiências. Mas, a minha vida é no Brasil e por isso, não vejo a hora de retomá-la! Europa agora, só a passeio!
Viajar vicia e fazer intercâmbio também, em breve vou começar a programar o próximo, mas no máximo de 1 mês, apenas durante as férias do trabalho, penso em ir para o Canadá ou USA.
Sem dúvida esta foi a experiência mais rica, interessante e inspiradora que eu já vivi. Conhecer e conviver com pessoas dos quatro cantos do mundo com hábitos e culturas completamente diferentes é fantástico. Trabalhar em um subemprego é cansativo, mas enriquecedor se você estiver com os sentidos e a cabeça aberta para extrair tudo de bom que ele tem a lhe oferecer. Ter contato com ideias, conceitos e maneiras de enxergar a vida que você jamais pensou que existisse é demais.
No momento estou em apuros com as malas, não sei o que fazer com tantas coisas, está difícil praticar o desapego, acho que tudo é importante levar.
Quero aproveitar este post para agradecer a uma pessoa que foi muito mais que uma amiga, foi conselheira, esteve muito mais presente do que quem estava perto fisicamente, me ajudou a suportar os momentos mais difíceis, especialmente aqueles que a saudade apertava no peito, quando infinitas dúvidas e incertezas rondavam minha mente lá estava ela para me ajudar a encontrar uma solução, foi como um anjo da guarda. Nós comprovamos que uma amizade pode continuar muito além das fronteiras tornando-se cada vez mais forte.
Tenho boas expectativas para o meu retorno ao Brasil, sei que sentirei falta de muitas coisas aqui na Irlanda, afinal eu vivi uma história de 1 ano e 8 meses neste lugar mágico.

"É que a saudade é invariável - rasga, machuca e dói sem parar. Saudade é saudade em qualquer canto do mundo - muda-se a palavra, não se muda o sentimento." 
(Caio Augusto Leite)

A música da Maria Rita traduz muito bem algo chamado: DESPEDIDA!!

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