Psicologia Sem Fronteiras: Acolhimento para Brasileiros que Vivem o Mundo

Olá! Sou Luciana Oliveira de Sousa, Psicóloga e Gestora de RH. Minha jornada no exterior começou na Irlanda (2010-2012) e passou por Portugal (2017) — experiências que não só moldaram quem eu sou, mas que deram origem ao blog que hoje celebra 1 milhão de visualizações. Hoje, uso essa vivência para acolher brasileiros que planejam ou já vivem o desafio de morar fora, além de apoiar quem busca uma transição de carreira segura. Eu entendo as dores e as belezas de recomeçar em outra terra. Como agendar: 📱 WhatsApp: +55 21 99964-8039 📸 Siga minha jornada no Instagram: @jornadalucianasousa 📸 Siga minha jornada no Youtube: @jornadalucianasousa 📸 Siga minha jornada no Tik Tok: @psi.lucianasousa Será um prazer atendê-lo(a)!🌻

O Diário de uma Au Pair - Parte 13: O Despertar no Solo Esmeralda (2012)

Quando desembarquei na Irlanda em 2010, eu carregava na mala uma identidade muito bem definida: era evangélica há anos e olhava o mundo através de lentes religiosas específicas. Naquela época, os templos pagãos, as ruínas milenares ou a mística dos seres encantados não tinham relevância para mim. Eu mal sabia que a ilha, com seu silêncio e sua névoa, já estava aguçando um lado místico que apenas dormia profundamente sob camadas de dogmas.

Ao trintar, vivi um processo de autoconhecimento que desafiou cada uma das minhas crenças. Eu julgava não ter dom para lidar com crianças, mas o destino me colocou como au pair no caminho de uma criança autista. Esse contato foi um espelho; enquanto eu cuidava, eu também era curada.
Sinto que uma futura psicóloga está começando a ser forjada em mim; pretendo voltar para a faculdade de Psicologia algum dia, pois havia trancado o curso no Brasil. Foi ali, entre os desafios diários da rotina de au pair, que a Psicologia começou a sussurrar suas primeiras lições e a me mostrar que esse é o meu verdadeiro caminho.

Aprendi muito nessa jornada solitária e, ao mesmo tempo, tão compartilhada. Passo grande parte do meu tempo conectada à internet para amenizar os momentos de solidão, dividindo minhas histórias com os leitores do blog. Dei muitas risadas, paguei micos memoráveis e usei as palavras como ponte para o Brasil.

Já quis ir embora muitas vezes, mas, ao chegar perto do fim, sinto um aperto no peito porque aprendi a entender a Irlanda, e ao entendê-la, comecei a entender a mim mesma.
Vou sentir falta de muitas coisas daqui: do poder de compra que me permitiu desbravar o mundo e da vida mansa de sentar em frente ao computador com o maior tempo do mundo para escrever. Percebo hoje, em 2012, que essa ilha é um reencontro ancestral. É um retorno a um lugar conhecido de outras vidas, onde minha alma finalmente se sente em casa.

Comentários

  1. Hahahahahah!! Ri muito!!
    Mas a pergunta que não calar: a tua cama sobreviveu?? hahahahah
    E como elas cresceram!!!!

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  2. Olá Vanessa, essas meninas são um fervo, fiquei cansada de tanto pular com elas, estava saindo para uma balada e resolvi fazer um esquenta com elas, já saí cansada e suada de casa, haha.
    Elas cresceram muito, tem 1 ano e meio que trabalho nesta casa, estou acompanhando várias fases, que serão inesquecíveis para mim.
    A cama sobreviveu sim, rsrs.

    Obrigada pelo comentário!!

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