O Que "Meu Nome é Agneta" e Morar Fora Me Ensinaram Sobre Nunca Ser Tarde Demais para Se Reencontrar

Recentemente assisti ao filme Meu Nome é Agneta (disponível na Netflix, baseado no livro de Emma Hamberg). A história acompanha uma mulher que, aos 49 anos, se sente estagnada, invisível e presa a uma rotina automática. Em uma decisão impulsiva, ela decide deixar a Suécia para trás e aceitar um trabalho na França. O que ela encontra lá não é exatamente o que esperava, mas é justamente o imprevisível que a força a desperta de volta para a vida, pro riso e pra liberdade. Assistir a essa jornada me fez refletir profundamente sobre a minha própria caminhada pelo mundo. Mudar de país ou sair da zona de conforto não é sobre fugir de quem somos, mas sobre descobrir quem podemos ser quando nos permitimos tentar algo novo. 1. O Misto de Medo e Liberdade Assim como a personagem do filme sente aquele frio na barriga ao cruzar uma fronteira para o desconhecido, quem já morou fora conhece bem essa sensação. A primeira vez que saí do Brasil foi para fazer meu intercâmbio em Portugal — meu berço ance...

Por Que Viajamos Tanto? O Incalculável Valor de Investir em Experiências

Uma das coisas mais enriquecedoras da vida é arrumar as malas, mas o que realmente nos motiva a gastar tempo, energia e dinheiro para explorar o mundo?

Quando voltei ao Brasil de férias durante o intercâmbio, vários amigos me perguntaram se eu tinha conseguido juntar uma boa reserva financeira trabalhando no exterior. Minha resposta era simples e objetiva: não. A reação de espanto era imediata, e logo vinha a pergunta: "Mas para onde foi o dinheiro?". Eu sorria e respondia com toda a certeza do mundo: gastei tudo com viagens!
Para quem tem uma visão rígida ou limitada do que é "sucesso", isso pode soar estranho. Afinal, eu não voltei com uma conta bancária rechonchuda nem cheia de bens materiais. No entanto, fiz o maior e melhor investimento da minha vida: um investimento em mim mesma.

A Maior Sala de Aula do Mundo

Não existe faculdade no mundo que ensine o que uma viagem proporciona. Em uma única jornada, temos aulas práticas de história, geografia, gastronomia, sociologia e psicologia.
Não consigo conceber a minha vida sem a perspectiva do movimento. 
Uma viagem mal termina e a mente já começa a desenhar os planos da próxima. O que nos move é a paixão, a busca pelo desconhecido, o desejo de ver, provar, sentir, ouvir, esquecer, lembrar e fotografar.

Durante meu tempo na Irlanda, vi bem de perto como as prioridades de cada pessoa são completamente diferentes:

Perspectivas Distintas: Lembro-me de um colega que morou um ano na Europa, mas mal saiu de casa. Ele conheceu apenas Londres, não visitou nem mesmo Galway — um dos cartões-postais da Irlanda — e passou os últimos meses focado em economizar cada centavo para comprar roupas e voltar para o Brasil.

O Valor das Escolhas: Para ele, voltar com as malas cheias de compras era a definição de aproveitamento. Para mim, a ideia de morar no coração da Europa e não explorar seus castelos, paisagens e museus parecia um desperdício doloroso. Mas a verdade é essa: cada um mede a riqueza do seu jeito. Enquanto alguns priorizam bens materiais, outros abrem mão do luxo no dia a dia para acumular memórias.

Herança de Sangue e Sede de Mundo

A minha paixão por desbravar caminhos não nasceu por acaso; ela é uma herança familiar. Sou de família portuguesa. Meus avós vieram de Portugal para o Brasil trazendo meu pai ainda criança, movidos pelo sonho de uma terra nova.
Passei três décadas ouvindo minha avó contar histórias sobre a Europa. A curiosidade que ela plantou em mim virou uma sede inesgotável. Quando pisei em solo europeu pela primeira vez e caminhei por Portugal, uma onda indescritível de emoção tomou conta de mim. Foi mágico me ver no cenário das memórias da vovó.
No auge dos seus quase 90 anos, ela uma vez me disse que, se pudesse, viajaria o mundo comigo. Como a vida não permitiu que fizéssemos essa jornada juntas, assumi o compromisso de viajar por nós duas. Enquanto eu tiver fôlego, farei todas as viagens que puder, escrevendo a minha própria história e marcando a minha existência.

Caminhos e Escolhas

Às vezes me pego pensando nas escolhas que fiz. Se tivesse seguido o roteiro tradicional de me casar cedo e ter filhos, nada disso teria acontecido da mesma forma. Não dá para colocar os dois pés na mesma bota: ou a gente escolhe um caminho, ou escolhe outro. Decidi colocar o pé na estrada e conhecer o mundo, e sou profundamente feliz com essa escolha.
Viajar não é sobre gastar dinheiro; é sobre trocar coisas efêmeras por memórias eternas. O mundo é vasto demais para ficarmos sempre no mesmo lugar!

O que me move a viajar? 
É a busca pelo desconhecido. É ver, provar, sentir, ouvir, aprender e registrar. É entender que a vida é curta demais para ficarmos presos a um único horizonte.
Enquanto tiver fôlego e oportunidade, continuar escrevendo minha história pelo mundo será sempre a minha prioridade. Viajar abre a mente, transforma a nossa percepção e nos conecta com o que há de mais humano.

E para você: o que mais te motiva a arrumar as malas e viajar?

Deixe sua reflexão nos comentários abaixo!

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Comentários

  1. Sempre tive vontade de viajar, morar fora e me virar sozinho. Talvez seja por isso que passei pela primeira faculdade, estou na segunda e ainda busco esse sonho. Minha primeira lembrança, podemos dizer o despertar de tudo, eu tinha por volta de 12 anos e meu tio já morava na Europa, mais precisamente em Amsterdã há um ano. De férias no Brasil, fui visitá-lo, mas a visita não influenciou tanto, o uqe definiu qo ue eu iria fazer mais de 10 anos após, foram as pesquisas feitas sobre o país, sobre a Europa e a consciência que fui ganhando durante o passar do tempo. A minha maior motivação para viajar está centrada em conhecer o desconhecido, conhecer pessoas, aprender novas línguas, decifrar o indecifrável e vivenciar experiências impensáveis. Ufs, acho que é isso.

    Ps: Ainda começarei minha jornada, que ela seja longa, bem longa.

    Massa o post. Demonstrou toda a sua paixão por viagens.

    bjus

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  2. Opa!
    Acho que vc comentou de mim "exceto uma que casará em breve".
    s
    a
    u
    d
    a
    d
    e
    s ----------- beijos
    Carinhosamente,Ana Paula de Oliveira

    ResponderExcluir
  3. Vc. prefere viajar ,,,eu tb..rsrsrs

    Mas pense que o bom na vida é fazer

    o que se gosta....

    Não aceita,,,mas respeita,,,,esse é o lema.

    Pode ser que um dia,,alguém mude de roupa,de

    ideia e resolva viajar....rsrsrs

    Yra doce.

    ResponderExcluir

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