O Que "Meu Nome é Agneta" e Morar Fora Me Ensinaram Sobre Nunca Ser Tarde Demais para Se Reencontrar

Recentemente assisti ao filme Meu Nome é Agneta (disponível na Netflix, baseado no livro de Emma Hamberg). A história acompanha uma mulher que, aos 49 anos, se sente estagnada, invisível e presa a uma rotina automática. Em uma decisão impulsiva, ela decide deixar a Suécia para trás e aceitar um trabalho na França. O que ela encontra lá não é exatamente o que esperava, mas é justamente o imprevisível que a força a desperta de volta para a vida, pro riso e pra liberdade. Assistir a essa jornada me fez refletir profundamente sobre a minha própria caminhada pelo mundo. Mudar de país ou sair da zona de conforto não é sobre fugir de quem somos, mas sobre descobrir quem podemos ser quando nos permitimos tentar algo novo. 1. O Misto de Medo e Liberdade Assim como a personagem do filme sente aquele frio na barriga ao cruzar uma fronteira para o desconhecido, quem já morou fora conhece bem essa sensação. A primeira vez que saí do Brasil foi para fazer meu intercâmbio em Portugal — meu berço ance...

Meus Dias no VEC Kildare – Parte 2

O Primeiro Dia: Quando o Inglês Encontra o Mundo dos Negócios

Como compartilhei com vocês no final de agosto, o dia de voltar à escola finalmente chegou! Que saudade eu estava de estudar. Ontem foi meu primeiro dia no curso do VEC, em Kildare — que fica a apenas 15 minutos de trem da minha cidade.

Minhas primeiras impressões do curso de inglês Level 4 foram excelentes. Embora a carga horária seja de apenas duas horas semanais por nove semanas, a dinâmica compensa: somos uma turma pequena, de apenas oito alunos, e sou a única brasileira. O professor é nativo e as aulas são focadas em discussões que nos desafiam a pensar criticamente. Foi uma manhã extremamente produtiva.

Hoje, iniciei também o módulo de Business no mesmo local. Este curso é voltado para a área de contabilidade e, para minha surpresa, não paguei absolutamente nada por ele! Além de agregar valor à minha carreira, estou aprendendo o vocabulário do mundo dos negócios. Curiosamente, o professor é o mesmo do curso de inglês, o que facilitou muito minha integração, já que ele conhece meu nível linguístico e me apoia na atuação durante as aulas.

Recomendo muito os cursos do VEC. Por serem de curta duração e apenas uma vez por semana, eles oferecem certificação e se encaixam perfeitamente na rotina de quem já tem outras atividades.

Às  vezes fico muito angustiada com a evolução do meu inglês, pois sinto dificuldades na pronúncia, insegurança para falar, ainda não me acostumei a pensar em inglês e fico traduzinho para entender. Ontem eu fiz uma entrevista em inglês por telefone, fiquei passando mal antes, com medo de não me sair bem.

Nota da Autora (2026): Olhando para trás, vejo que a economia foi o de menos. O que ganhei ali foi a confiança de que eu pertencia àquele lugar, mesmo sendo a única brasileira na sala. Às vezes, o maior investimento que fazemos não é financeiro, mas o ato de não desistir de nós mesmos.

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