O Que "Meu Nome é Agneta" e Morar Fora Me Ensinaram Sobre Nunca Ser Tarde Demais para Se Reencontrar

Recentemente assisti ao filme Meu Nome é Agneta (disponível na Netflix, baseado no livro de Emma Hamberg). A história acompanha uma mulher que, aos 49 anos, se sente estagnada, invisível e presa a uma rotina automática. Em uma decisão impulsiva, ela decide deixar a Suécia para trás e aceitar um trabalho na França. O que ela encontra lá não é exatamente o que esperava, mas é justamente o imprevisível que a força a desperta de volta para a vida, pro riso e pra liberdade. Assistir a essa jornada me fez refletir profundamente sobre a minha própria caminhada pelo mundo. Mudar de país ou sair da zona de conforto não é sobre fugir de quem somos, mas sobre descobrir quem podemos ser quando nos permitimos tentar algo novo. 1. O Misto de Medo e Liberdade Assim como a personagem do filme sente aquele frio na barriga ao cruzar uma fronteira para o desconhecido, quem já morou fora conhece bem essa sensação. A primeira vez que saí do Brasil foi para fazer meu intercâmbio em Portugal — meu berço ance...

[2011] Voltando para a Irlanda — A Decisão de Continuar

(Há 15 anos, eu estava no Brasil arrumando as malas para retornar a Dublin no dia 08/08/2011!)

Revisitar este registro de agosto de 2011 é como abrir uma cápsula do tempo e reencontrar a mim mesma no meio de caixas, malas e sentimentos divididos. Depois de 32 dias de férias no Brasil, a "boa vida" estava chegando ao fim - Leia Aqui! 
Comprei minha passagem de retorno para o dia 08 de agosto de 2011, escolhendo novamente a KLM, partindo do Rio de Janeiro com escala em Paris, tanto pelo preço quanto pela qualidade do atendimento. 
Paguei R$ 1.813,00 na passagem de ida e volta — uma diferença de R$ 359,00 em relação à primeira compra, quase um ano antes. Olhando para trás com a perspectiva de hoje, esse valor impressiona: atualmente, esse mesmo trecho não sai por menos de R$ 6.000,00. Ao arrumar as malas pela segunda vez, notei o quanto eu já havia mudado: sabia exatamente o que era essencial e o que realmente iria precisar do outro lado do oceano.

Aqueles dias no Brasil foram fundamentais para recuperar o fôlego. Reencontrei minha família, meus amigos, resolvi pendências, visitei lugares e fui à praia, algo que amo tanto. Matei a saudade de tudo o que me fazia falta no cotidiano irlandês: feijão, canjica, bolo de fubá, brigadeiro, coxinha, carne assada, água de coco... e tantas outras delícias que só a nossa terra tem.

Quando pousei na Irlanda pela primeira vez, a ideia de ficar um ano inteiro parecia tempo demais. Naquele momento, no entanto, percebi como o tempo havia voado e senti uma necessidade muito clara de permanecer mais. Confesso que a vontade de ficar no Brasil era enorme, mas eu precisava voltar para continuar os estudos e as viagens.

Durante as férias, cheguei a receber algumas propostas de emprego que me deixaram muito tentada a permanecer no país. Fiquei satisfeita ao perceber como a experiência do intercâmbio já estava fazendo uma grande diferença para o meu futuro profissional. Eu via na prática o peso dessa vivência para a minha carreira, sem contar a transformação no âmbito pessoal, que já vinha acrescentando tanto à minha vida.

O mercado exigia o idioma com uma força impressionante — percebi o quanto, em empresas multinacionais e no cenário europeu, o inglês já era um requisito indispensável. Ter essa clareza me deu ainda mais convicção e forças para seguir em frente na minha Jornada Pela Irlanda, sabendo que cada escolha no presente estava construindo uma bagagem definitiva para o meu futuro.

A Jornada continua... Parte II - Clique aqui para ler o post completo🌍!!


Comentários

  1. Oiee Passando por aqui pra te desejar um otimo retorno para a ilha esmeralda e dizer que olho seu blog todos os dias gosto muito dele e de como você se expressa em suas opiniões e dicas, estão sendo muito importantes para mim, ele meio que "alimenta" a minha espera aguniante pelo dia em que chegarei na ilha pra construi a minha história e viver o meu momento :)

    Grande Abraço
    Gleison.

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  2. Olá Gleison, gosto muito dos seus comentários, imagino o quanto é ruim esta ansiedade, faz parte do processo mesmo e ela é inevitável, mas vc está fazendo certo, pesquisando bastante, acompanhando os blogs, isso é mt importante para vc saber mais ou menos o que vai encontrar na Irlanda, acho a pesquisa fundamental. Desejo muita sorte para vc... e depois se puder, gostaria que me enviasse um depoimento com as suas impressões da ilha esmeralda, para que o blog não fique apenas com minhas palavras. Um abraço,

    Luciana Sousa

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  3. Amigaaaa, você veio e já voltou para Irlanda e eu não consegui te ver :-( Poxa!!!

    Mas fico feliz em você ta seguindo com um objetivo o que você quer...isso ai.

    Curta bastante...estarei aqui sempre visitando o seu blog como faço sempre...

    Te Amo de coração, to torcendo por você.

    Boa viagem...e sucesso ai na Irlanda.

    Beijossssssss

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