Revisitar lugares que marcaram nossa trajetória é uma forma bonita de medir o tempo. Minha primeira memória no Bewley’s Cafe — localizado no número 78–79 da movimentada Grafton Street — remonta a 2011, em um domingo ensolarado em Dublin. Comecei o dia nessa cafeteria tão tradicional e sofisticada, onde enfrentei uma pequena fila para conseguir mesa, mas cada minuto de espera valeu a pena.
Na época, foi lá que experimentei de forma marcante o clássico Irish Breakfast — uma refeição volumosa e substanciosa, composta por linguiças de porco, bacon em fatias, ovos, cogumelos, black e white pudding, acompanhados por torradas ou o tradicional soda bread e um bom chá.
Anos mais tarde, ao retornar à Irlanda, fiz questão de voltar ao Bewley’s, desta vez para um jantar. Entrar ali novamente foi como reencontrar uma velha amizade. Fundado em 1927, o edifício multiandares é um verdadeiro patrimônio arquitetônico e cultural da capital. O espaço impressiona pela diversidade de ambientes e pela riqueza estética: desde o teto trabalhado e as lareiras de mármore até os seus mundialmente famosos vitrais produzidos pelo artista Harry Clarke, que transformam a iluminação do salão.
Para além do tradicional café da manhã e das opções de brunch, o local se desdobra em diversas experiências ao longo do dia:
Confeitaria e Padaria Artesanal: Famosa por seus bolos clássicos, tortas, scones servidos quentinhos com geleia e creme, além da torrefação própria de cafés e seleção de chás especiais.
Almoço e Jantar: Cardápios que variam de saladas e massas a pratos mais elaborados de peixes, carnes e refeições tradicionais para o final do dia.
Espaço de Eventos e Teatro: No andar superior, o lendário Café Theatre mantém a tradição de apresentar peças curtas na hora do almoço, espetáculos de comédia e apresentações intimistas.
Vista para a Grafton Street: As janelas do segundo andar oferecem o camarote perfeito para observar o vaivém dos pedestres e os artistas de rua da rua mais charmosa de Dublin.
O Bewley’s não é apenas um endereço gastronômico; ele é memorável, atemporal e carrega a própria alma de Dublin.


Amei a dica, com certeza está anotada! Beijos*
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