Notícias da Irlanda desde 2010 - "Viajar não é mais sobre deixar um lugar para trás, mas sobre encontrar, em cada destino, uma nova parte de quem eu sou."
Recentemente assisti ao filme Meu Nome é Agneta (disponível na Netflix, baseado no livro de Emma Hamberg). A história acompanha uma mulher que, aos 49 anos, se sente estagnada, invisível e presa a uma rotina automática. Em uma decisão impulsiva, ela decide deixar a Suécia para trás e aceitar um trabalho na França. O que ela encontra lá não é exatamente o que esperava, mas é justamente o imprevisível que a força a desperta de volta para a vida, pro riso e pra liberdade. Assistir a essa jornada me fez refletir profundamente sobre a minha própria caminhada pelo mundo. Mudar de país ou sair da zona de conforto não é sobre fugir de quem somos, mas sobre descobrir quem podemos ser quando nos permitimos tentar algo novo. 1. O Misto de Medo e Liberdade Assim como a personagem do filme sente aquele frio na barriga ao cruzar uma fronteira para o desconhecido, quem já morou fora conhece bem essa sensação. A primeira vez que saí do Brasil foi para fazer meu intercâmbio em Portugal — meu berço ance...
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De Dublin a Oslo: A Saga de um Bate e Volta Inesquecível na Noruega
Viajar pela Europa tem uma vantagem imbatível: a facilidade de pegar um voo low cost em um sábado de manhã e desembarcar em um país completamente diferente no mesmo dia. Durante a minha época morando na Irlanda, esses bate-volta de final de semana eram o meu passatempo favorito. Em uma dessas escapadas, meu destino foi Oslo, a charmosa e imponente capital da Noruega.
Se você está planejando uma viagem rápida pelos países nórdicos, preparei este guia detalhado contando como foi a minha experiência — com direito a perrengue com a moeda local, dicas de hospedagem, passeios imperdíveis e a real sobre os preços da cidade.
Logística de Viagem: Voos, Câmbio e Transporte
Consegui minhas passagens pela Ryanair por 51,00 € (como comprei com apenas duas semanas de antecedência, paguei um pouco mais, mas é bem possível encontrar por cerca de 30,00 €). Voei no sábado pela manhã e a dica de ouro logo no voo é: garanta um assento na janela. A vista das montanhas cobertas de neve na chegada é simplesmente fantástica.
O perrengue do câmbio no Aeroporto de Rygge
Como não fiz o câmbio na Irlanda, deixei para resolver isso ao pousar. Grande erro! Ao chegar ao aeroporto de Rygge, descobri que não havia nenhum banco por lá, e o ônibus que levava ao centro da cidade aceitava apenas a moeda local, a Coroa Norueguesa (NOK) — algo que hoje, com toda a tecnologia, cartões digitais e pagamentos por aplicativo na palma da mão, não seria um problema!
Fiquei tensa, mas busquei ajuda no balcão de informações. A orientação foi pegar um ônibus gratuito até a estação de trem, já que o trem aceitava Euros. Para minha surpresa (e alívio!), ao chegar à estação, havia um ônibus esperando os passageiros para levar diretamente ao centro de Oslo sem cobrar nada por isso.
Chegando à estação central de Oslo, finalmente fiz o câmbio. Uma curiosidade: a Coroa Norueguesa tem tantos números nas conversões que no começo até confunde a cabeça!
Onde Ficar em Oslo: Dicas de Hospedagem
Durante esse final de semana, tive a oportunidade de testar duas opções de hospedagem centrais e muito boas:
Hotel Perminalen: Paguei 48,00 € na diária do sábado. Adorei em todos os quesitos: limpeza impecável, excelente atendimento, localização perfeita, ótimo café da manhã, boa estrutura e ambiente acolhedor.
Comfort Hotel: Nos hospedamos no domingo e também aprovamos 100%. Recomendo de olhos fechados pela localização e conforto.
O que Fazer em Oslo em 2 Dias: Roteiro Passo a Passo
Oslo tem um porte super agradável e a maioria das atrações históricas fica concentrada na região central, o que facilita muito a vida de quem gosta de fazer tudo caminhando.
Sábado: Exploração Urbana, Porto e Arte
No sábado, como estava explorando a cidade sozinha, aproveitei para caminhar pelo centro e me ambientar. Tentei ir a um lago que tinha visto em uma indicação de blog, mas não consegui achar o caminho na hora.
Então, mudei o itinerário e foi a melhor escolha.
Vigeland Park: É o parque de esculturas mais famoso da cidade e a atração mais visitada por turistas (com entrada gratuita!). O espaço reúne 192 esculturas do artista Gustav Vigeland. Duas obras se destacam: a Roda da Vida e o Monolito (uma coluna impressionante de quase 20 metros composta por mais de 100 figuras humanas). O parque conta ainda com restaurantes a céu aberto, quadras de tênis e piscinas.
Região do Porto de Oslo: Um local nobre, vibrante e perfeito para caminhar, ver gente e relaxar. A beira do porto é repleta de restaurantes chiques, cafés, cinemas, teatros, galerias e lojas.
Nobel Peace Center: O emblemático local onde é entregue o famoso Prêmio Nobel da Paz.
Primeiras impressões da Noruega: É um país impactante, muito montanhoso e integrado ao mar. Os habitantes são muito bonitos e a imensa maioria fala inglês fluentemente. A arquitetura valoriza muito a madeira, um recurso abundante por conta das florestas do país. Apesar de ser a capital, Oslo parece uma cidade de médio porte e dá para conhecer tranquilamente em dois dias.
Domingo: Cultura, Fiordes e História
Acordei cedo, aproveitei o café da manhã reforçado do hotel e fui explorar o lado cultural da cidade antes de me encontrar com o Rodrigo — afinal, sim, o amor estava no ar lá em 2011!
Folke Museum (Norsk Folkemuseum): Peguei um barco rumo ao museu (o bilhete de ida e volta custou o equivalente a 10,00 €, e a entrada do museu mais 10,00 €). Trata-se de um museu a céu aberto incrível sobre a cultura e a história da Noruega. Várias casas rústicas originais foram trazidas de diversas partes do país e remontadas ali. Ao caminhar pelas estradas do parque, você vê como eram antigos bancos, postos de combustível, lojas, trajes e profissões de época.
Passeio pelos Fiordes: Encontrei o Rodrigo, almoçamos um Kebab (comida turca rápida e muito comum por lá) e fomos fazer o clássico passeio de barco pelos fiordes. Essa era uma informação de preço que procurei muito na internet antes de ir e não achava com facilidade. Honestamente? Eu esperava um pouco mais desse passeio e fiquei até meio frustrada com a experiência em si, mas valeu para conhecer.
Karl Johans Gate: A principal avenida da cidade, que conecta a Estação Central ao Palácio Real. Super movimentada tanto de dia quanto à noite, é a grande rua de compras de Oslo, repleta de lojas maravilhosas (embora caras).
Parlamento (Stortinget): Construído em 1866 por um arquiteto sueco, tem uma arquitetura belíssima. É aberto a visitantes por agendamento prévio quando não há sessões parlamentares.
Palácio Real Norueguês: Edifício em estilo neoclássico construído em 1848. Os jardins e o parque ao redor são abertos ao público. A troca da guarda acontece diariamente às 13h30 — e, quando o rei está no palácio (sinalizado por uma bandeira vermelha hasteada), uma banda participa da cerimônia.
O Mito dos Preços: Oslo é Tão Cara Assim?
Muita gente deixa de visitar a Noruega por achar que tudo é absurdamente caro. Obviamente não é um destino barato, mas não achei uma diferença tão brutal em relação ao restante da Europa ocidental para uma viagem rápida.
Para se ter uma ideia prática: paguei cerca de 12,00 € em um combo no Burger King em Oslo, enquanto na Irlanda o mesmo lanche custava em torno de 9,00 €.
Atenção aos comércios no fim de semana: No domingo, quase tudo fecha. Vi apenas uma farmácia aberta na cidade inteira e não encontrei supermercados de rua fáceis (a maioria fica escondida dentro dos shoppings). A Catedral da cidade (construída em 1697), infelizmente, também não consegui visitar por conta dos horários.
Outros Lugares para Incluir no seu Roteiro
Se você tiver um pouco mais de tempo na cidade, vale a pena colocar estes pontos na sua lista:
Praça Christiania: Considerada a praça mais bonita de Oslo.
Holmenkollen: A famosa torre de salto de esqui com uma vista panorâmica incrível da cidade.
Passeio de Teleférico: Ótimo para ver a geografia da região do alto.
Bar Evergreen: Uma boa pedida para quem busca cerveja mais barata na noite local.
Museu dos Vikings (Vikingtidsmuseet): Era um dos locais que eu mais queria ter visto, mas não sobrou tempo na programação.
Fortaleza de Akershus: Um castelo medieval histórico com uma vista privilegiada para o porto.
Universidade de Oslo
Museu Nacional
Considerações Finais
A Noruega é um destino apaixonante e envolvente. Mesmo com o tempo corrido de um final de semana e os pequenos improvisos pelo caminho, a combinação de natureza preservada, organização e história faz de Oslo uma parada inesquecível na Europa.
E você, já fez algum bate-volta no estilo low cost que te surpreendeu? Ficou com alguma dúvida sobre o roteiro de Oslo? Deixe seu comentário aqui embaixo!
Fim!! E assim foi meu final de semana em Oslo (em 2011).
Nobel Peace Center, o lugar onde é entregue o Prêmio Nobel da Paz
Preço do passeio clássico de barco pelos fiordes, eu procurei muito na internet esta informação e não encontrei, então está aqui para vocês.
Shopping Center no Porto de Oslo
Vigeland Park, um park de esculturas
Park com 192 esculturas de Gustav Vigeland. Duas em particular, a Roda da Vida, o Monolito (uma coluna de quase 20m com mais de 100 figuras humanas). Tem também restaurantes a céu aberto, quadras de tênis e piscinas.
Folke Museum, um museu a céu aberto sobre a cultura da Noruega
Nesse parque foram levadas várias casas rústicas originais de Oslo e remontadas. Caminhe pela estrada para ver todas elas.
Típico Norueguês
Este museu não mostra apenas as casas, mostra também como eram antigamente os bancos, postos de combustível, lojas, profissões, roupas e etc...
Passeio de barco pelos fiordes
Câmara Municipal de Oslo
Edifício da Ópera, é o mais fotografado de Oslo
A rua principal de Oslo, que leva da estação central ao Palácio Real. Não tem como não passar por essa avenida, super movimentada tanto de dia quanto à noite, é uma rua de compras com lojas maravilhosas, porém caras.
Parlamento, construído em 1866 por um arquiteto sueco, é aberto a visitantes por requerimento quando não há sessão parlamentar.
📌 Nota: Este é um post histórico de 2017 mantido para registro. Confira a versão atualizada e completa com relatos na prática aqui . Sabemos que uma grande parte da população brasileira descende de europeus, e logo, pode ser que tenham direito a uma cidadania europeia. Mas além de um resgate a raízes, ter uma cidadania europeia tem muitas outras vantagens. Para facilitar a sua jornada e deixar tudo bem explicado, sintetizei a seguir os pontos principais e as dúvidas mais frequentes sobre o tema. A dupla cidadania facilita nos processos de vistos para países fora da União Europeia como: Japão, Estados Unidos e Canadá. Na imigração para estas regiões existem basicamente três acessos: europeus, pessoas do próprio país e outros. Para os EUA, por exemplo, é exigido apenas o preenchimento de um formulário conhecido como ESTA – Electronic System for Travel Authorization. Quando o assunto é mercado de trabalho, a dupla cidadania pode ser um diferencial no currículo, pois a pessoa transmite c...
"Viajar! Perder países! Ser outro a cada dia." (Fernando Pessoa) Visualizar o mapa europeu é o primeiro passo para quem está planejando um intercâmbio, uma viagem de férias ou apenas quer entender melhor a geografia do continente. À primeira vista, a Europa parece compacta — e realmente é, em comparação com as dimensões continentais do Brasil —, mas a sua divisão política e geopolítica exige atenção na hora de montar qualquer roteiro. Apresento os mapas de referência e os pontos essenciais que todo viajante precisa compreender antes de embarcar: 🗺️ 1. União Europeia x Espaço Schengen: Qual é a Diferença? Uma das dúvidas mais comuns de quem olha o mapa da Europa é achar que todos os países seguem as mesmas regras de fronteira. Na prática, existem duas divisões principais: União Europeia (UE): Bloco econômico e político composto por 27 países membros. Espaço Schengen: Zona de livre circulação composta por mais de 20 países europeus, onde não há controle de fronteira terrest...
Olá, leitores! Se há um símbolo que traduz a alma da Irlanda em qualquer canto do planeta, é o famoso shamrock — o trevo de três folhas. Sendo este um dos posts mais lidos aqui do blog, decidi trazer uma atualização especial, unindo a história tradicional ao lado místico e espiritual que faz este país ser tão fascinante. Afinal, quem me conhece sabe que minha conexão com a Irlanda vai muito além das paisagens: sempre fui atraída pelo mistério e pelas energias que emanam desta terra! A Origem Mitológica e o Olhar dos Druidas Muito antes da chegada do cristianismo, os antigos druidas e sacerdotes celtas já olhavam para o trevo com profunda reverência. Para a cosmologia celta, o número três era considerado altamente sagrado e pleno de poder espiritual. Ele representava os ciclos da existência: Passado, Presente e Futuro; Terra, Mar e Céu; Corpo, Mente e Espírito. Os celtas acreditavam que a planta jovem de três folhas (cujo nome vem do gaélico seamróg) tinha o poder místico de prever o te...
Estou indo na quarta!! Ainda estou meio perdida em saber o que vou levar, quantidade de dinheiro, aonde comer.. coisas do tipo.
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