O Que "Meu Nome é Agneta" e Morar Fora Me Ensinaram Sobre Nunca Ser Tarde Demais para Se Reencontrar

Recentemente assisti ao filme Meu Nome é Agneta (disponível na Netflix, baseado no livro de Emma Hamberg). A história acompanha uma mulher que, aos 49 anos, se sente estagnada, invisível e presa a uma rotina automática. Em uma decisão impulsiva, ela decide deixar a Suécia para trás e aceitar um trabalho na França. O que ela encontra lá não é exatamente o que esperava, mas é justamente o imprevisível que a força a desperta de volta para a vida, pro riso e pra liberdade. Assistir a essa jornada me fez refletir profundamente sobre a minha própria caminhada pelo mundo. Mudar de país ou sair da zona de conforto não é sobre fugir de quem somos, mas sobre descobrir quem podemos ser quando nos permitimos tentar algo novo. 1. O Misto de Medo e Liberdade Assim como a personagem do filme sente aquele frio na barriga ao cruzar uma fronteira para o desconhecido, quem já morou fora conhece bem essa sensação. A primeira vez que saí do Brasil foi para fazer meu intercâmbio em Portugal — meu berço ance...

Diário de uma Au Pair — Parte 6: O que acontecendo por aqui...

Oi gente! Preciso contar a última que me aconteceu aqui na Irlanda, porque se eu não escrever agora, acho que não vou aguentar guardar essa saia justa só para mim!!

Vocês sabem que eu estou sempre tentando aprender palavras novas em inglês por aqui. Qualquer objeto ou expressão que eu vejo e não sei o nome, saio perguntando para a família. Outro dia, conversando com a pequena Bronagh, me deu a curiosidade e perguntei como se dizia "vagina" em inglês. Ela me respondeu na maior naturalidade do mundo, mas, como toda criança curiosa, quis saber logo em seguida: "E como é em português?".

Acontece que, em vez de falar um nome mais formal, acabei soltando sem pensar a palavra "xereca".

Gente, para quê?! A garota achou aquele nome o máximo! Para ela, com aquela sonoridade brasileira cheia de sílabas estaladas, soou como o trava-língua mais divertido do planeta. Ela começou a rir alto e ficou correndo pela casa inteira gritando a palavra sem parar. Como os pais não estavam em casa no momento, deixei ela se divertir e nem dei muita importância.

O meu pesadelo começou depois. Toda vez que a Bronagh lembrava dessa história, fazia um escândalo rindo e gritando a tal palavra bem alto. Eu passei os últimos dias em pavor absoluto de ela soltar isso na frente dos pais. E claro, o inevitável aconteceu...

Primeiro, um belo dia ela estava se arrumando para a escola, lembrou da palavra e começou a gritar no corredor. Eu entrei em desespero! Ficava pedindo para ela falar baixo, explicando que era uma palavra feia e que ela não podia ficar dizendo aquilo por aí. O pai ouviu no corredor e eu fiquei vermelha igual a um pimentão, mas ela deu uma trégua e parou.

Só que a verdadeira bomba relógio estava guardada para dois dias depois. Estavam todos reunidos na mesa de jantar, um clima super familiar e tranquilo, quando a Bronagh me solta essa em alto e bom som:

— Pai, você sabe o que é xereca? A Luciana me ensinou!!

Gente, eu juro que não sabia onde enfiar a minha cara! Senti meu rosto queimar de tanta vergonha, não sabia se olhava para o prato ou se pedia desculpas. Quando o pai percebeu do que se tratava, repreendeu a filha na hora e ela parou. Eu, toda sem graça, pedi mil desculpas pelo ocorrido e expliquei que ela tinha me perguntado a tradução de uma palavra e eu só respondi, mas que ela tinha gostado do som e cismado com aquilo.

Por sorte, os pais foram super compreensivos e não brigaram comigo por causa disso. Eu tentei ensinar a garotinha a contar de 1 a 10 e várias outras palavrinhas úteis em português — que ela esqueceu no dia seguinte —, mas o tal palavrão ficou gravado com precisão na memória dela. Coisas de criança... nos pregam cada peça!

Mas, apesar desses micos épicos, tenho aprendido demais convivendo com ela aqui na Irlanda. Já me tornei uma verdadeira "tia coruja", ando até com a fotinha dela na carteira e confesso que nem gosto de pensar no quanto vai ser doloroso me separar quando o meu tempo por aqui acabar... mas a vida segue, né?

Como diz a frase do Arnaldo Antunes que adoro: "Crianças gostam de fazer perguntas sobre tudo. Mas nem todas as respostas cabem num adulto."

Ser au pair é exatamente isso!! Um beijo e até o próximo post!

Video de uma brincadeira com a minha sapequinha!!

Comentários

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    socorrooooooooooooo
    hehehehehehehehe
    muito bom!!!kkk...
    Tu teve coragem p postar isso...rsrs...cara, fico imaginando ela correndo pela casa fsalando isso!!hehehehe...comediaaaaa...!!!!!
    Real...o que "nao presta" aprendemos rapidinho né??independente do lugar no mundo..rsrsrs...
    Humanos, tão humanos!!!!rsrs...
    Muito engraçado, Lú!!!
    Bjos...

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  2. Hahahaha.....

    Muito engraçado, eu cheguei no meu trabalho hoje de manhã e fui ver o que você anda aprontando por aí... Pensa como eu ri com seu post e minha chefe o que foi Gleison???

    e eu.. nada nada coisas de criança rsrsrrs
    Otimo dia pra você Lú.

    Abraço,
    Gleison.

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  3. Muito engraçado, estava lendo aqui na sala de casa e contei para minha sogra e meu maridos, todos morreram de rir kkkkkk, existem experiências que são para uma vida todaaaa, kkkkkk .

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