O Que "Meu Nome é Agneta" e Morar Fora Me Ensinaram Sobre Nunca Ser Tarde Demais para Se Reencontrar

Recentemente assisti ao filme Meu Nome é Agneta (disponível na Netflix, baseado no livro de Emma Hamberg). A história acompanha uma mulher que, aos 49 anos, se sente estagnada, invisível e presa a uma rotina automática. Em uma decisão impulsiva, ela decide deixar a Suécia para trás e aceitar um trabalho na França. O que ela encontra lá não é exatamente o que esperava, mas é justamente o imprevisível que a força a desperta de volta para a vida, pro riso e pra liberdade. Assistir a essa jornada me fez refletir profundamente sobre a minha própria caminhada pelo mundo. Mudar de país ou sair da zona de conforto não é sobre fugir de quem somos, mas sobre descobrir quem podemos ser quando nos permitimos tentar algo novo. 1. O Misto de Medo e Liberdade Assim como a personagem do filme sente aquele frio na barriga ao cruzar uma fronteira para o desconhecido, quem já morou fora conhece bem essa sensação. A primeira vez que saí do Brasil foi para fazer meu intercâmbio em Portugal — meu berço ance...

Do Cinema à Realidade: Meu Domingo Inesquecível em Wicklow

Quando eu ainda estava no Brasil planejando o intercâmbio, me apaixonei pelo filme "P.S. Eu Te Amo". Ele marcou a Irlanda no imaginário de muita gente, e ver aquelas paisagens me dava uma ansiedade boa. Eu sonhava em conhecer aquelas locações pessoalmente. E não é que sonho chama sonho?

Aproveitei meu dia de folga no domingo e fui desbastar o Condado de Wicklow, ao sul de Dublin, com a minha amiga Gaby. O passeio foi simplesmente maravilhoso! Quase que a chuva atrapalhou nossos planos, tanto que a Gaby teve que correr para comprar um guarda-chuva de emergência por 8 euros, mas nada tirou o nosso entusiasmo.

O lugar é belíssimo, adornado por montanhas que parecem saídas direto das telas de cinema. Wicklow é uma colcha de retalhos de cenários: passamos por lagos de montanha, vales glaciais, florestas e ruínas cheias de história.

Uma das coisas mais curiosas que vimos por lá foi um cemitério de animais com mais de cem anos! Também exploramos um antigo vilarejo com um cemitério celta e sepulturas do século XVI, além de um riacho lindo onde aproveitamos para jogar moedas e fazer nossos pedidos ao universo. Estar ali me trouxe aquela sensação mágica de comprovar que os nossos sonhos realmente se tornam realidade. Eu via as fotos desse lugar na internet e, de repente, meus pés estavam pisando ali.

Também passamos pelo vilarejo de Avoca, famoso por seus artesanatos e tecidos típicos de lã, e caminhamos por trechos do famoso Wicklow Way, uma trilha icônica que atravessa paisagens selvagens e remanescentes dos primeiros cristãos no vale de Glendalough. Estar entre aquelas pedras antigas e lagos silenciosos é um teste de presença; a gente se dá conta do tamanho do mundo e da beleza de estar viva.

Para fechar o dia com chave de ouro, paramos no café do Glendalough Hotel, bem na entrada do parque. Pedimos uma sopa de peixe dos deuses (que na época custou € 6,90) e uma deliciosa torta de morango.

Olhando pela janela do café, vendo a chuva fina cair sobre as montanhas, tive a certeza de que a Irlanda já estava me transformando. Eu não era mais apenas uma espectadora do cinema; eu fazia parte daquela história.

Dica de ouro da época: Para quem quer fazer esse passeio saindo de Dublin, existem ônibus de turismo que saem da O'Connell Street e fazem o bate-volta por valores super em conta, com desconto para estudante. Vale cada centavo. Eu recomendo de olhos fechados!


































"A vida não é medida pelo número de vezes que respiramos, mas pelos lugares e momentos capazes de tirar o nosso fôlego." (Anônimo)

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