Quem me acompanha por aqui já sabe que minha jornada sempre foi sobre isso: atravessar países, atravessar camadas de mim mesma e voltar sempre com a mesma pergunta — o que significa, de verdade, ser quem se é?
Nos últimos meses, essa busca me levou para um lugar que talvez você não esperasse encontrar por aqui, mas que conversa diretamente com a nossa saúde mental e nossa identidade: o ambiente corporativo. Mais especificamente, para dentro da experiência de mulheres autistas no mercado de trabalho.
Talvez este assunto não toque diretamente você hoje, mas é muito provável que você conheça uma amiga, uma irmã, uma colega de trabalho ou uma seguidora que esteja vivendo isso em silêncio. Por isso, achei extremamente relevante abrir esse espaço para conversar sobre o tema aqui no blog.
A Camuflagem Social e o Diagnóstico Tardio
Durante décadas, o autismo foi estudado e diagnosticado quase exclusivamente a partir de meninos e homens. O resultado dessa lacuna histórica é doloroso: milhões de mulheres autistas passaram — e ainda passam — completamente despercebidas pelos sistemas de saúde, pela educação e pelas empresas.
Como psicóloga clínica e organizacional, atendo há anos mulheres que passaram a vida inteira se adaptando, se policiando e se traduzindo para caber nos moldes sociais e profissionais. Muitas vezes, sem sequer saber que existia um nome técnico para todo esse esforço: o masking (ou mascaramento autístico).
O Custo do Mascaramento: Aprender a imitar comportamentos neurotípicos, forçar contato visual, conter a sobrecarga sensorial e suprimir traços da própria essência para parecer "ajustada" gera uma exaustão profunda.
O Burnout Autístico: No ambiente de trabalho, manter essa fachada dia após dia culmina em colapsos, ansiedade extrema e um esgotamento que vai muito além do cansaço físico comum.
Um Passo Além: O Lançamento do E-book
A obra é um convite à reflexão e uma ferramenta prática que aborda:
Os impactos do diagnóstico tardio na vida adulta e na autoimagem;
A mecânica do masking e como ele consome a energia psíquica;
O fenômeno do burnout autístico no contexto corporativo;
Caminhos reais para que as empresas e lideranças construam ambientes verdadeiramente inclusivos, diversos e humanos.
Como Posso Te Ajudar?
Se você se identificou com esse relato, suspeita de um diagnóstico tardio ou sente que tem carregado o peso de se adaptar constantemente sem suporte, saiba que você não precisa passar por isso sozinha.
Além da produção de conteúdo e materiais informativos, estou com agenda disponível para atendimentos psicoterapêuticos online, com foco no acolhimento, na autoaceitação e no desenvolvimento de estratégias para uma vida com mais autenticidade e menos sobrecarga.
O e-book já está disponível para leitura, e convido você a compartilhar este texto com quem possa estar precisando dessa escuta e desse direcionamento.
Se você é assinante Kindle Unlimited, o e-book é gratuito.
Se você ler e ele te tocar de alguma forma, deixar uma avaliação na Amazon significa muito — é o que ajuda essas histórias a chegarem em mais mulheres que precisam delas.
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