Sempre que me pego lembrando dos meus tempos de Irlanda, alguns passeios voltam com um carinho muito especial. Bray é um desses lugares. Lá em 2011, conhecer essa cidade costeira era um desejo antigo da minha lista, mas que parecia constantemente adiado: ora por conta do clima chuvoso e imprevisível da Ilha, ora por agendas que não batiam.
Até que, em um fim de semana em Dublin, decidi que o tempo cinzento não nos impediria. Chamei um amigo e fomos direto para a estação pegar o clássico DART (Dublin Area Rapid Transit) rumo ao litoral.
A experiência do DART é, por si só, parte fundamental desse passeio. O trem margeia a costa e oferece uma das viagens mais bonitas da região metropolitana. Na época, pagamos apenas €4,90 pelo bilhete de ida e volta — um investimento irrisório perto da beleza do percurso. Ver a paisagem urbana se transformar na imensidão do Mar da Irlanda pela janela do trem é um daqueles ritos de passagem imperdíveis para qualquer intercambista.
A cerca de 40 minutos do centro de Dublin, Bray nos recebeu com o seu charme pacato. A praia tem uma característica muito marcante e diferente do que nós, brasileiros, estamos acostumados: em vez de areia, a orla é coberta por pedras arredondadas e lisas, mantendo uma atmosfera limpa, calma e única.
Naquele dia, mesmo com o friozinho, deu para sentir a energia do lugar. No verão, o calçadão ganha vida com famílias passeando com crianças e cachorros, pessoas saboreando um sorvete e o parque de diversões à beira-mar em pleno funcionamento. O cenário é tão poético que serviu até de pano de fundo para cenas do filme P.S. Eu Te Amo.
A cidade oferece ótimas opções de pubs e restaurantes. Lembro que aproveitamos para conhecer o Beach House, um espaço belíssimo bem em frente à praia, com uma vista espetacular e uma comida deliciosa.
Mas o ponto alto daquela jornada em 2011 foi encarar a subida ao Bray Head — a famosa montanha com uma cruz de 241 metros de altura no topo. A caminhada de cerca de 40 minutos pela trilha exigiu um pouco de fôlego, mas a recompensa ao chegar lá em cima foi inesquecível. A vista panorâmica do município, da praia e da imensidão do oceano faz dali o lugar perfeito para fazer um piquenique, tirar fotos e, acima de tudo, pensar na vida.
Olhando para trás hoje, percebo o quanto esses pequenos escapismos pelo interior e pelo litoral agregam valor à vivência no exterior. Pegar o DART e passar um dia em Bray é um lembrete de que a Irlanda vai muito além dos pubs movimentados da capital — ela nos ensina a desacelerar e contemplar.
E você, já fez o trajeto do DART até o litoral?
Conte aqui nos comentários: qual é o seu lugar favorito para desacelerar e ver o mar quando o clima fica cinzento?
Ooooi!
ResponderExcluirAcompanho teu blog, mas não sou de comentar muito, vou mudar isso!
Adoro teu blog, adoro os posts, são boas dicas!
Eu e o marido estamos pensando em ir pra Europa estudar daqui uns 2 ou 3 anos (é tempo pra ele terminar a facul e conseguirmos a grana e preparar tudo certinho), eu quero pq quero a Irlanda e estou convencendo ele. Por isso adoro teu blog; sempre tem dicas boas, e como tu passeias bastante pela Irlanda mesmo, conhecemos mais um pouquinho desse país que me apaixono cada vez mais.
Abraço e ótima jornada!!
Luciana! Gostaria de umas dicas pois acabei de chegar na Irlanda! Teria como me mandar um mail? Aninha.apr@gmail.com! Bjos
ResponderExcluirParabéns pelas fotos ! Sucesso !
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