Edimburgo - Escócia

Olá, leitores! Reabrir os arquivos do blog e reencontrar este diário de viagem traz uma onda deliciosa de nostalgia. A Escócia é, sem dúvidas, um daqueles lugares que marcaram minha jornada pelo mundo e para onde tenho um desejo imenso de retornar. Olhando para trás, vejo como aquela experiência em junho de 2011 foi especial. Mantive todas as fotos originais da época aqui no post para resgatar cada detalhe junto com vocês! A Chegada e as Primeiras Impressões Quando decidi ir para a Escócia naquela época, queria apenas mais um carimbo em meu passaporte e conhecer outra cultura. Afinal, as primeiras coisas que vêm à cabeça quando se fala do país são os clássicos: o monstro do Lago Ness, o whisky, a terra do Pica-Pau, homens de saia e gaita de fole. É claro que lá tem tudo isso, mas a Escócia vai muito além: tem paisagens lindíssimas, dignas de filme, que nos fazem sentir exatamente na pontinha do fim do mundo. Viajei para Edimburgo acompanhada da Flávia e da Priscila. Fomos em um domingo...

Das madrugadas no silêncio ao livro físico: a jornada por trás do manuscrito

Escrever é um organismo vivo. Quem me acompanha por aqui sabe que venho compartilhando os bastidores das minhas transformações e, como sempre digo, o livro sou eu. Desde o lançamento da versão digital em fevereiro, novos fatos foram chegando à minha vida — percepções que não podiam ficar de fora e que me exigiram revisões, alterações e novos mergulhos no manuscrito. Uma obra que reflete a nossa própria alma não pode ficar estagnada.

Parte desse livro foi gerada no recolhimento do Cafezal em Flor (Monte Alegre do Sul -SP - Link), no alto da montanha. Ali, isolada no silêncio, vivi o parto de muitas palavras. Muitas vezes, a madrugada adentrava e a única luz acesa naquela imensidão éramos eu e a tela do computador, reordenando a minha própria história no papel.

E para quem respira os relatos deste blog, há um elo fundamental: o Vida Sobre Vidas também fala profundamente sobre o portal avassalador que foi a Irlanda na minha vida. Foi sob aquele céu magnético, entre os ventos ancestrais e as falésias, que as primeiras correntes começaram a ser questionadas. A travessia daquela ilha foi o prelúdio para a travessia mais profunda de todas: a de mim mesma. As respostas que desataram os nós do passado e me trouxeram a cura começaram a ser decodificadas lá atrás, nas névoas da Ilha Esmeralda.

No meio desse caminho, cheguei a flertar com o mercado tradicional. Fiz contato com três editoras, mas os custos financeiros eram elevados demais para uma escritora em início de jornada. Por um momento, as burocracias, as margens, as sangrias e as decisões técnicas pareceram um nó complexo demais para desatar.

Mas quando a poeira baixa e a alma assume a sua soberania, o fluxo acontece. Em vez de recuar diante dos altos valores propostos pelas editoras, escolhi o caminho da autonomia.

Eu não tive uma grande equipe editorial por trás, prazos impostos por terceiros ou orçamentos milionários. Decidi fazer tudo sozinha.

E hoje, neste mês de junho, o ciclo finalmente se completou de forma emocionante e libertadora: a versão impressa em capa comum está oficialmente publicada na Amazon!

Cada escolha de margem, o formato 17x24cm, o toque do papel reciclado e a capa brilhante que eu mesma desenhei... tudo foi feito de forma 100% independente, com horas de dedicação, mas sem custos. Olhar para esse livro físico hoje não é apenas ver páginas impressas; é segurar o meu próprio processo de cura e transformação nas mãos. 

Se no dia 12 de maio eu convidei vocês a ocuparem a margem comigo, hoje eu celebro que essa margem ganhou corpo e matéria. O Sol que eu encontrei dentro de mim agora está eternizado no papel.

Olhando para trás, vejo que valeu cada hora em claro. O sonho agora é real, palpável. E ele está pronto para chegar até as mãos de vocês.

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