Psicologia Sem Fronteiras: Acolhimento para Brasileiros que Vivem o Mundo

Olá! Sou Luciana Oliveira de Sousa, Psicóloga e Gestora de RH. Minha jornada no exterior começou na Irlanda (2010-2012) e passou por Portugal (2017) — experiências que não só moldaram quem eu sou, mas que deram origem ao blog que hoje celebra 1 milhão de visualizações. Hoje, uso essa vivência para acolher brasileiros que planejam ou já vivem o desafio de morar fora, além de apoiar quem busca uma transição de carreira segura. Eu entendo as dores e as belezas de recomeçar em outra terra. Como agendar: 📱 WhatsApp: +55 21 99964-8039 📸 Siga minha jornada no Instagram: @jornadalucianasousa 📸 Siga minha jornada no Youtube: @jornadalucianasousa 📸 Siga minha jornada no Tik Tok: @psi.lucianasousa Será um prazer atendê-lo(a)!🌻

Revisitando meu Diário: O Voo e o Primeiro Pouso na Ilha Verde

Enfim, o dia 29 de setembro de 2010 chegou. Até aquele momento, tudo o que eu ia viver estava apenas no plano da imaginação, do sonho e da experiência alheia que eu lia nos blogs. Mas, quando chega a nossa vez, o mundo parece perder o chão. A realidade simplesmente não parecia real. Lembro-me de chorar muito antes de passar pelo portão de embarque. Eu estava extremamente sensível, com o peito exposto, mas tomei uma decisão ali mesmo: resolvi trancar as minhas inseguranças em uma caixa mental e seguir o meu coração, que sussurrava um único comando: “Vai”.

O dia do embarque foi uma correria. Saí de casa com quatro horas de antecedência para evitar qualquer imprevisto com o voo da KLM. Quando o avião decolou e cumpriu fielmente o horário, cruzei os céus sabendo que não havia mais volta. O voo foi excelente, mas o verdadeiro teste começou antes mesmo de sair do espaço aéreo brasileiro.

Sentaram-se ao meu lado um australiano e uma brasileira. O rapaz logo me cumprimentou em inglês e, naquele instante, o meu idioma nativo ficou para trás. Os comissários de bordo também falavam em inglês o tempo todo e eu precisei me virar para entender e ser entendida. Foi o meu primeiro banho de realidade com aquela língua que eu tanto temia; uma prática forçada, mas que correu bem e me mostrou que, de um jeito ou de outro, eu conseguiria me comunicar.

A primeira escala foi em Paris. O aeroporto Charles de Gaulle era imenso e confesso que fiquei meio perdida para encontrar o portão de embarque. Entre passos rápidos e placas em francês, me achei e embarquei para a perna final da viagem.

Pousei em Dublin às 11h20 da manhã. Por ser filha de português e possuir o passaporte europeu, a passagem pela imigração foi rápida e sem os interrogatórios que tanto assustam os estudantes. Bastou mostrar o documento para cruzar a fronteira. O aeroporto me pareceu pequeno e acolhedor. Do lado de fora, dividi um táxi com uma francesa até a Gardiner Street, no coração de Dublin 1, onde eu passaria os meus primeiros três dias hospedada no Abraham House, até conseguir uma residência estudantil.

Eu finalmente estava na Irlanda. Olhando pela janela daquele táxi, vendo as ruas cinzentas e os tijolos vermelhos de Dublin, lembrei-me de uma frase de Charles F. Kettering que havia guardado comigo: “Acredite e aja como se fosse impossível fracassar”.

Eu estava agindo. O primeiro solo havia sido pisado.




Comentários

  1. o custo parece ser menor fazendo estadia em hotel durante 1 semana, em comparacao a residencia estudamtil que custa em media 150 euro. Voce recomendaria?

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