Florianópolis - Parte 2

Conforme eu disse na postagem anterior, nós gostamos tanto de Florianópolis que decidimos passar as férias lá em janeiro de 2010... foram 15 dias inesquecíveis!!

Nos primeiros dias ficamos hospedadas na casa de uma amiga, que mora no Centro de Floripa. No primeiro dia não fizemos nada demais, fomos ao supermercado, fizemos um lanche e ficamos batendo papo.
No segundo dia, meu aniversário, o dia amanheceu nublado e fomos à Praia Mole, uma praia badalada pelos surfistas e turistas. Depois ficamos num barzinho pós-praia, à noite fizemos um "esquenta", como eles dizem uma pré-night e fomos ao El Divino, uma boate que rola música eletrônica, que por sinal, é uma das melhores em Floripa.
No terceiro dia fomos ao Norte da Ilha conhecer a praia Santinho, é procurada principalmente por turistas que gostam da natureza e da tranquilidade do lugar.
Os surfistas são os maiores frequentadores. Embevecidos com sua beleza paradisíaca, consideram o Santinho a melhor praia do Norte da Ilha de Santa Catarina para surfar. A grande atração da praia são as inscrições rupestres feitas pelos povos caçadores, pescadores e coletores da Ilha, há mais de 5 mil anos. O nome Santinho vem de uma estilização da figura humana, gravada em um bloco isolado de diabásio.
Enfim... fomos seguindo com a nossa aventura em desvendar os mistérios da Ilha da Magia e aproveitamos para dar uma passadinha em Garopaba por 2 dias, que é outro paraíso localizado em Santa Catarina, um paraíso a beira-mar, possui 9 belíssimas praias de águas cristalinas e areias brancas. Tudo isso cercado por morros verdejantes, muitas dunas e encantadoras lagoas. Difícil não se apaixonar por Garopaba, esse lugar privilegiado pela natureza.
Na última semana em Floripa, fomos também à praia brava, localizada ao Norte da Ilha, que é voltada para o oceano, com ondas fortes, fundo esburacado e forte repuxo que atraem surfistas profissionais e amadores de todo o país e faz da praia um dos pontos mais badalados da Ilha. Conta com pouco mais de 1,5 quilômetros de extensão. A faixa de areia clara e fina pode chegar a 150 metros de largura, atraindo muitos banhistas. Protegida por morros, para chegar à Brava é necessário passar por um mirante, tendo uma panorâmica paradisíaca da praia. Até a década de 70, o lugar era praticamente desconhecido. Foi a partir desta década que construtoras começaram a dar ao local condomínios luxuosos e infra-estrutura de ponta. Atualmente, o local conta com ótimas opções de hospedagem, restaurantes e bares que funcionam na alta temporada.
Lá pelo 13º dia fomos ao P12, um clube em frente a praia de Jurerê Internacional, que é um mar de coloração verde, com temperatura amena e ondas calmas, possui um pouco mais de três quilômetros de extensão de areia fina e clara, que propiciam uma caminhada agradável. Na água, os veleiros e lanchas do Iate Clube de Santa Catarina dão um toque sofisticado ao visual. Em terra, o bairro é dividido em duas porções, com características distintas. No canto esquerdo está o loteamento residencial Jurerê Internacional. Totalmente planejado, conta com parques, supermercados, shopping a céu aberto (como na foto abaixo), bares, restaurantes requintados e amplos estacionamentos para quem quer apenas passar um dia na praia. Essas características atraíram pessoas preocupadas com o conforto e com a qualidade de vida, que transformaram o lugar numa espécie de parque de mansões. No canto direito está a parte conhecida como Jurerê Tradicional. Ali estão os moradores mais antigos do bairro, com seu toque de manezinho e restaurantes com culinária típica da Ilha. Como da outra vez eu não conheci as praias do sul da Ilha, desta vez me aventurei sozinha rumo ao sul, conheci a praia do Campeche, com três quilômetros e meio de extensão, que fica entre a Joaquina e o Morro das Pedras, sem no entanto haver marcos geográficos nestas divisas. A faixa de areia branca e fina é larga, às vezes com formação de dunas. O mar grosso tem águas frias e de salinidade elevada. As ondas são fortes e as direitas com ondulação sul são muito esperadas pelos surfistas. A princípio, as praias da Joaquina, do Campeche e do Morro das Pedras tinham um só nome: praia do Mandu. Foi em 1860 que a orla em frente à Ilha do Campeche passou a ser conhecida pelo mesmo nome da ilha. Existem duas versões para o nome Campeche, uma originada de uma árvore, o Pau-Campeche de madeira corante empregada em tinturaria. A outra versão aponta o nome como uma união das expressões francesas "camp" (campo) e "pêche" (peixe), devido ao campo de pouso que havia entre 1926 a 1939 e que era utilizado pelo escritor e aviador francês Saint-Exupery quando fazia escala na rota do correio francês. Mas não não cheguei a ir na Ilha de Capeche, o passeio de barco para lá, custa em torno de R$ 50,00 à 70,00, dependendo da época do ano.
A Praia da Armação, localizada também no sul da Ilha, é um dos principais núcleos de pesca artesanal da Ilha, convivendo com o fluxo turístico e dos praticantes de surfe. Durante o verão, o aumento da população fortalece as opções noturnas, com novos bares, pousadas e restaurantes. O nome Armação vem de um passado não muito nobre da praia, embora essencial ao desenvolvimento da Ilha. Armação era qualquer localidade onde as baleias, já mortas, eram utilizadas para a produção do óleo utilizado na iluminação. Além do óleo, outras partes do cetáceo eram aproveitadas, como a carne, a gordura e até as barbatanas. Com isso, a pesca predatória levou à quase extinção do animal. Atualmente as baleias franca são fortemente preservadas e o turismo de observação é fonte de renda para Santa Catarina.
Na segunda semana da nossa viagem, ficamos hospedadas na Pousada Vento Forte, muito bem localizada na Lagoa da Conceição, situado no centro geográfico da Ilha de Santa Catarina, o bairro Lagoa da Conceição, reúne praias, dunas, montanhas e a maior lagoa da Ilha. Com tanta diversidade, o lugar tornou-se o ponto turístico natural mais conhecido de Florianópolis.
O impacto inicia-se pela incomparável vista do Mirante Manoel de Menezes, localizado no alto do Morro da Lagoa, dali é possível visualizar grande parte da Lagoa, a Avenida das Rendeiras, as dunas e, em dias de sol, o mar da Joaquina e da Praia Mole.
Para quem vem em família, a temperatura média de 27ºC das águas durante o verão, a pouca profundidade causada pelo assoreamento e a ausência de ondas e correntes fazem da lagoa um lugar seguro e agradável para as crianças. Além disso, existem vários passeios de escuna por preços irrisórios. Os barcos costumam sair do final da Avenida das Rendeiras. Lá também é possível alugar caiaques e pedalinhos. Além de turistas, atletas de vários esportes também tiram proveito dessa diversidade. Na lagoa é comum encontrar praticantes de windsurf, vela, caiaque, kite surf e jet ski.
Mas a Lagoa da Conceição se destaca não só por suas belezas naturais, com a grande circulação de turistas, o comércio no bairro também foi favorecido. Concentrando-se principalmente na Avenida das Rendeiras e no Centrinho, pode-se encontrar de tudo, com destaque especial para a gastronomia, as lojinhas de artesanato, surf shops e as lojas de decoração. Aos domingos acontece na Praça Bento Silvério a Feirarte, com mais de 80 artesãos, é possível comprar desde brinquedos educativos em madeira até tapeçarias.
A noite da Lagoa também merece destaque, a grande quantidade de barzinhos fazem dela a mais procurada do verão. A diversão começa cedo, geralmente no jantar, que varia de comida típica a pizza, passando por comida chinesa, japonesa, mexicana e sanduíches. Na Lagoa também estão localizados alguns dos restaurantes mais finos da cidade de Florianópolis. Depois, pode-se escolher entre lugares calmos, bares com música ao vivo, apresentação de bandas alternativas, boates, bar com pista de dança ou ao ar livre. Indico a boate Confraria das Artes, na Lagoa da Conceição.
A Costa da Lagoa teve toda sua região tombada pelo município como Área de Preservação Cultural. O lugar é considerado um dos últimos redutos da cultura açoriana, com um núcleo de pescadores e rendeiras que ainda vivem como seus antepassados. Isso é possível principalmente pelo difícil acesso. Para chegar até a costa há três opções. A primeira, é pegar uma baleeira no trapiche de Serviços de Transporte, ao lado da ponte no centrinho da Lagoa. A partir dali são 40 minutos de passeio costeando a margem esquerda. A segunda opção é pegar uma baleeira no trapiche existente dentro do Parque Ecológico do Rio Vermelho. O acesso a este trapiche é feito por uma estradinha de terra transversal à estrada principal. A partir do trapiche são apenas 10 minutos de passeio, desta vez atravessando a Lagoa. A última opção é para os esportistas. A partir do final da Estrada Geral do Canto dos Araçãs são dez quilômetros de trilha, na maioria plana, passando por dentro de Mata Atlântica preservada. Essa opção também é a mais cultural, uma vez que passa por diversas vilas e pelos antigos engenhos de farinha, preservados para ser atração turística. De qualquer forma que se vá, o destino final é o centrinho da Costa da Lagoa e a principal atração são os diversos restaurantes caseiros à beira da Lagoa. Com pratos a base de frutos do mar, na maioria deles são mulheres da vila cozinhando o que os homens pescaram. Sem infra-estrutura de luxo, com ingredientes que não foram comercializados e mão-de-obra familiar, o preço das refeições é o mais baixo possível. Outra atração da Costa da Lagoa é a cachoeira, que fica perto da vila. A água gelada refresca os visitantes em dias mais quentes. Mas não se espante se, em época de pouca chuva, ela estiver com pouca água.
Vale muito à pena ir lá!!

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