Intercâmbio para a Europa: Vale a Pena Fechar com Agência ou Ir por Conta Própria?
Olá, queridos leitores!
Quem planeja um intercâmbio sabe que a fase de pesquisas é uma verdadeira maratona. Anos atrás, uma colaboradora aqui do blog compartilhou um relato muito sincero sobre a experiência dela na época, ilustrando perfeitamente o que muitos passam ao tentar tirar esse sonho do papel:
"Optei por fazer intercâmbio por intermédio de uma agência. Fui a muitas antes de decidir... Cada agência ofereceu um tipo diferente de serviço, tinha agência que só faltava cobrar para eu sentar na cadeira deles. Também há as que dizem que as escolas com um preço mais acessível são ruins e tentam 'empurrar' o que é mais caro. Pior aquelas que quase te obrigam a fazer o seguro extra... Tem que ficar muito esperto, teve uma agência que como 'descontão especial' ia me dar o cartão de viagem (VTM), sendo que ele não tem custo nenhum acima de certa quantia. Depois de uma 'romaria', decidi por uma que me atendeu super bem, foi paciente e me passou o contato de alunos antigos para garantir que a escola era confiável."
Esse relato antigo nos mostra como o mercado de agências exige atenção redobrada. Se por um lado a agência traz um suporte burocrático essencial para quem precisa de visto de estudante, por outro, comprar pacotes fechados de longe pode encarecer — e muito — o custo total da viagem.
Hoje, olhando para trás e conectando com a minha própria história, vejo como ter o passaporte português foi um divisor de águas que me permitiu traçar uma estratégia completamente diferente e muito mais econômica.
Como eu tinha a cidadania europeia, não precisei ficar presa às regras e exigências de pacotes de agências. Eu simplesmente planejei tudo por conta própria: comprei a passagem e paguei apenas uma semana de hostel em Dublin. Esse período inicial foi o tempo suficiente para eu sentir o clima da cidade, entender a dinâmica local e encontrar um apartamento direto lá para dividir com outros colegas brasileiros. Não precisei fechar contratos longos de hospedagem de longe, sem conhecer o lugar ou as pessoas.
A flexibilidade de estar lá como europeia me permitiu movimentar as coisas rápido. Apenas um mês depois de desembarcar, eu já estava trabalhando como au pair no interior da Irlanda, com moradia e alimentação totalmente inclusas no arranjo de trabalho. Essa decisão me fez economizar uma quantia enorme de dinheiro que, de outra forma, teria ficado nas taxas das agências. Para melhorar, por ter a cidadania, consegui inclusive fazer um curso de inglês gratuito voltado para europeus.
Ir por conta própria exige mais autonomia, pesquisa e uma dose de desapego para resolver as coisas na chegada, mas a liberdade de moldar o próprio roteiro e o alívio no bolso fazem valer a pena.
E você? Prefere a segurança de fechar tudo com uma agência antes de sair do Brasil ou teria a coragem de embarcar com a cara e a coragem para resolver tudo na chegada?
Contem-me aqui nos comentários!
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